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genocídio nazista 09.03.2020 | 15h37

Álbum de fotos feito de pele de vítima do Holocausto é descoberto

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Marek Lach/ Museu de Auschwitz

Marek Lach/ Museu de Auschwitz

Um álbum de fotos foi comprado em um mercado de antiguidades na Polônia, mas não era tão ordinário quanto parecia: a capa é feita de pele humana vinda de um campo de concentração nazista.

 

O comprador do álbum entregou o livro a funcionários do Museu de Auschwitz depois de perceber que a capa tinha tatuagens, pelo humano e cheirava mal. No museu, testes confirmaram que a capa é feita da pele de algum dos presos, que provavelmente estava no Campo Buchenwald, na Alemanha.

 

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O campo, o primeiro construído no governo de Hitler, era conhecido pelos cruéis testes científicos nos presos, pela violência e pela perversão dos guardas.

 

Agora, o álbum é usado como prova dos crimes cometidos contra a humanidade, está sob posse do Museu de Auschwitz.

 

Pele humana como suvenir
O campo também é reconhecido por ser onde Isle Koch, esposa do comandante Karl-Otto Koch ficava. A mulher é conhecida pelo interesse em peles tatuadas, geralmente de homens, que eram assassinados para ela poder usar o tecido na produção de objetos de decoração e suvenirs.

 

Segundo sobreviventes do campo, pele humana era usada de forma trivial para a confecção de objetos, como livros e carteiras.

 

Karol Konieczny, que trabalhou com encadernação no campo, disse ao Museu de Auschwitz que “como uma pessoa pode imaginar, as capas [dos livros] era feita de pele humana, que vinha dos ‘recursos’ da SS. A ideia era garantir documentos da bestialidade e genocídio nazista”.

 

A chefe das Coleções do Museu de Auschwitz, Elzbieta Cajzer, acredita que o livro tenha vindo da oficina de encadernação do campo. “O uso de pele humana como material de produção é diretamente associada a figura de Isle Koch, que, ao lado de seu marido, escreveu vergonhosamente seu nome na história como a assassina do campo de Buchenwald”.

 

Apesar do conhecimento sobre a crueldade de Koch e do uso de pele humana em livros, tampos de mesa, luminárias e dedos como botões nas luminárias, ela foi absolvida no tribunal de Nuremberg.

 

O álbum
Apesar da importância como prova dos crimes de guerra, o álbum não tinha nenhuma informação sobre o nazismo ou a vida no campo. Dentro dele, estavam cerca de 100 fotos e cartões postais, a maioria mostrando paisagens.

 

Os funcionários do museu acreditam que o álbum tenha sido dado de presente por um guarda do campo. Os donos originais eram uma família vinda da Bavária, que tinha uma pousada em um resort de saúde na cidade durante a segunda guerra mundial.

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