NOVO VÍRUS 01.03.2026 | 09h13
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A mpox deixou de ser uma emergência global, mas ainda está longe de desaparecer. Em 2026, o Brasil registra menos casos do que no ano anterior, porém o vírus continua circulando em diferentes regiões do planeta. Esse cenário reforça uma mensagem importante: redução de números não significa ausência de risco.
De acordo com o Ministério da Saúde, até fevereiro deste ano foram contabilizados 90 casos de mpox no país, entre confirmações e notificações em investigação. O dado representa uma queda expressiva em comparação com o início de 2025, quando os registros eram quase três vezes maiores no mesmo intervalo. Ainda assim, autoridades mantêm o monitoramento ativo.
No panorama internacional, a Organização Mundial da Saúde aponta que a mpox permanece presente em dezenas de países. Em janeiro de 2026, mais de 1.300 novos diagnósticos foram confirmados globalmente, com maior concentração no continente africano, onde o vírus circula há mais tempo.
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De que forma o vírus da mpox se espalha
A transmissão da mpox está fortemente associada ao contato próximo e prolongado entre pessoas. Diferentemente de doenças respiratórias clássicas, o vírus depende mais do contato direto do que da simples permanência em ambientes compartilhados.
As formas mais comuns de infecção incluem:
-Contato direto com a pele ou lesões de pessoas infectadas;
-Relações íntimas, inclusive contato sexual;
-Beijos ou contato boca com pele;
-Proximidade face a face, com exposição a secreções respiratórias;
-Uso de objetos contaminados, como roupas, toalhas e lençóis;
-Exposição ocupacional, em ambientes de saúde ou estética;
-Transmissão vertical, da gestante para o bebê;
-Contato com animais infectados, especialmente roedores;
-Pessoas com múltiplos parceiros ou exposição frequente a contatos íntimos têm maior probabilidade de infecção;
Sinais e sintomas que ajudam a identificar a doença
Após a exposição ao vírus, os sintomas costumam surgir entre alguns dias e até três semanas. O quadro pode variar de leve a moderado, mas exige atenção para evitar novas transmissões.
Os sinais mais frequentes são:
-Lesões na pele, que evoluem até formar crostas;
-Febre e calafrios;
-Dor de cabeça e dores musculares;
-Ínguas, especialmente no pescoço e axilas;
-Cansaço intenso;
As lesões podem aparecer em qualquer região do corpo, inclusive genitais, boca e área anal. A pessoa deixa de transmitir o vírus apenas após a cicatrização completa da pele.
Como reduzir o risco de contaminação
A prevenção da mpox depende de medidas simples, mas eficazes, focadas na interrupção do contato com o vírus. Entre as principais orientações estão:
-Evitar contato físico com pessoas com suspeita ou diagnóstico confirmado;
-Não compartilhar objetos de uso pessoal;
-Higienizar as mãos com frequência;
-Lavar roupas e tecidos usados por pessoas infectadas;
-Desinfetar superfícies e objetos;
-Cumprir isolamento até o fim do período infeccioso;
Em ambientes de saúde, o uso de equipamentos de proteção individual é indispensável.
Vacinação e proteção de grupos mais vulneráveis
No Brasil, a vacinação contra mpox é direcionada a pessoas com maior risco de infecção ou de evolução grave, incluindo indivíduos imunossuprimidos, profissionais que lidam com o vírus e pessoas com exposição recente considerada relevante.
Como o período de incubação é relativamente longo, a vacina pode ser administrada após a exposição, ajudando a reduzir o risco de adoecimento ou a gravidade do quadro.
Vigilância contínua é fundamental
A queda de casos é um sinal positivo, mas não elimina a necessidade de atenção. Informação, diagnóstico precoce e prevenção continuam sendo as principais ferramentas para evitar novos surtos e proteger a população.
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