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mais de 100 casos registrados 05.06.2026 | 14h46

Plano de resposta é lançado na África pelo surto de ebola na região do Congo; veja

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AHMED JALLANZO / EPA - EFE - ARQUIVO

AHMED JALLANZO / EPA - EFE - ARQUIVO

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças da África, vinculado à União Africana, anunciaram nesta sexta-feira (5) um plano conjunto de reposta continental ao surto de ebola iniciado na República Democrática do Congo. O país registrou mais de 100 casos suspeitos da doença e houve 48 mortes.

 

O plano tem duração de junho a novembro de 2026 e pretende arrecadar 518 milhões de dólares para ajudar os países africanos e parceiros a agilizarem a preparação, detecção e resposta ao surto.

 

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A proposta complementa os planos nacionais divulgados pela República Democrática do Congo e Uganda. O objetivo é unificar e fortalecer a resposta dos países do continente em temas como coordenação de emergência, vigilância, testagem laboratorial, prevenção e controle da infecção, cuidados clínicos, engajamento comunitário, pesquisa, logística e apoio a serviços essenciais de saúde.

 

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, defendeu que a única forma de vencer o surto é por meio de uma parceria sob a liderança dos países afetados e um esforço unificado de coordenação.

 

"Conter o ebola depende de compromisso político, financiamento contínuo e da confiança e participação das comunidades. Este plano coloca as comunidades no centro, porque, sem sua participação, o rastreamento de contatos falha, o atendimento seguro é atrasado e a transmissão continua".

 

O diretor-geral do CDC África, Jean Kaseya, alertou que o ebola se move rápido, e que a África precisa agir mais rápido.

 

"Este plano conjunto oferece ao continente um caminho claro para agir com rapidez e unidade: salvar vidas, apoiar os países afetados e proteger as comunidades vizinhas".

 

A proteção de populações vulneráveis, o fortalecimento da colaboração nas fronteiras e o apoio para que os países respondam rapidamente a novos casos são considerados focos do plano.

 

Como não há vacinas ou tratamentos específicos para o ebola causado pelo vírus Bundibugyo, o plano traça medidas para aumentar a resiliência dos sistemas de saúde mesmo que os países se encontrem em emergências sanitárias agudas. A implementação das medidas já começou nos países afetados e naqueles de maior risco.

 

Enquanto intensificam o apoio à República Democrática do Congo para conter o surto, a OMS e o CDC África pedem que os Estados-membros fortaleçam a triagem e as medidas de saúde pública nos pontos de entrada. Também há o apelo para que intensifiquem a coordenação e solidariedade transfronteiriças, de modo a apoiar uma resposta ao surto baseada em evidências, eficaz e realizada em tempo oportuno.

 

O plano também enfatiza a necessidade de manter a mobilização e o apoio para lidar com outras emergências de saúde em curso, como a do mpox, da cólera e do sarampo.

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