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perca histórica 16.04.2019 | 15h28

Troca de materiais antigos é desafio para reconstrução da Catedral de Notre-Dame

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Getty Images

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Até esta segunda-feira (15), a Catedral de Notre-Dame, em Paris, na França, era um dos monumentos históricos mais visitados da Europa. Nesta terça (16), contudo, amanheceu fechada para o público por tempo indeterminado, sob os destroços de um incêndio que se estendeu por mais de 14 horas.

 

O fogo consumiu completamente o teto e fez desmoronar o pináculo da construção, erguida há oito séculos. Em meio a uma onda global de comoção pela tragédia, o presidente Emmanuel Macron foi categórico: "Notre-Dame é nossa história (...) e nós vamos reconstruí-la juntos".

 

Reprodução/Twitter

Catedral de Note Dame

 

Segundo Antonio Carmona, conselheiro da ABECE (Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural), será uma tarefa complicada — principalmente porque envolve materiais diferentes daqueles utilizados nos dias de hoje: “O concreto e a armadura de construções como a Catedral são antigos e apresentam uma resistência que não é como aquela com a qual estamos acostumados”, pontua.

 

Inspeções iniciais

As primeiras inspeções após o incidente dão conta de que, enquanto o interior da Catedral e sua cobertura foram consumidos pelas chamas, as paredes externas e os campanários — torres dos sinos — permanecem firmes.

 

Carmona explica que os próximos passos devem incluir o recolhimento de amostras da estrutura do edifício para que se possa conhecer o verdadeiro estado dos materiais e como eles podem se comportar depois de resistirem a um incêndio de grandes proporções.

 

“Uma coisa é o que nós conseguimos ver, outra é a integridade de uma área que, de fora, parece sem estragos, mas internamente pode estar degradada. Essas amostras são levadas para um laboratório e submetidas a procedimentos físicos e químicos. Assim, é possível saber qual foi a temperatura a que esses materiais chegaram e definir qual volume deles deve ser retirado do local para substituição”, completa o engenheiro.

 

Reprodução/Twitter

Catedral Notre Dame

 

O secretário de Estado do Interior da França, Laurent Nuñez, informou em coletiva de imprensa que, à primeira vista, foram identificadas vulnerabilidades "especialmente no nível da abóboda” e em “parte do transepto [porção transversal que se estende para fora da nave central] norte”.

 
 

Risco de novos desabamentos

Para Carmona, é improvável que, nos próximos dias ou semanas, haja novos desabamentos das porções verticais que sobraram da Catedral: “É claro que as avaliações de estabilidade são muito importantes, mas um edifício deste tipo geralmente é muito robusto — com mais de um metro de profundidade das paredes. Parece difícil que a temperatura elevada cause danos a ponto de oferecer o perigo de uma alvenaria entrar em ruína”.

 

Terminadas as inspeções e análises, inicia-se o intricado processo de reparação e substituição de tudo o que foi danificado. “A recolocação de materiais é muito complicada e, obviamente, exige profissionais especializados. É claro que existe a observação atenta dos revestimentos, argamassas e pinturas porque os materiais a serem recolocados precisam ser muito próximos daqueles que já existiam anteriormente — ou se perde o sentido da obra”, afirma.

 

Neste sentido, um desafio é certo: de acordo com Bertrand de Feydeau, presidente da Fundação do Patrimônio da França (Fondation du Patrimoine), que concedeu entrevista à rede de notícias CNN, não há árvores no país que sejam largas o suficiente para substituir toda a madeira consumida pelo fogo em Notre-Dame — o teto do monumento foi construído há 800 anos com peças de faia muito duras e pesadas.

 

Causa do fogo e investigações

O fator que desencadeou as chamas que se espalharam tão rapidamente pelas vigas amadeiradas da Catedral ainda é desconhecido — embora se saiba que, no momento do incidente, operários realizavam reformas nos corrimões e gárgulas do edifício. Por ora, a procuradoria de Paris iniciou uma investigação sobre uma "destruição involuntária pelo fogo". O procurador-geral Remy Heitz acredita na hipótese de um incêndio acidental.

Um cronograma para as obras ainda não foi divulgado.

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