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mísseis e drones 24.01.2026 | 09h55

Ucrânia reporta o maior ataque aéreo russo do ano em meio a negociações trilaterais

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Reprodução/X @ZelenskyyUa - 24.01.2026

Reprodução/X @ZelenskyyUa - 24.01.2026

A Rússia lançou seu maior ataque aéreo noturno contra a Ucrânia neste ano, disseram autoridades locais neste sábado (24), horas depois de negociadores de Kiev, Moscou e Washington se reunirem para seu primeiro encontro trilateral conhecido desde o início da guerra.

 

No encontro, os países concordaram em continuar as negociações, mas ainda assim houve o ataque russo. As estimativas indicam que as ações deixaram uma pessoa morta e ao menos 31 feridos, em diferentes regiões do país.

 

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Uma segunda rodada para a tentativa de acordo estava em andamento durante o ataque, segundo a agência de notícias estatal russa TASS. Assim como na sexta-feira, essas negociações serão realizadas a portas fechadas em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos, disse a agência.

 

Entre os dois encontros, ataques com mísseis e drones atingiram a capital ucraniana, de acordo com a Força Aérea do país, que acionou as defesas aéreas. Jornalistas da CNN em Kiev relataram ter ouvido explosões.

 

Pelo menos uma pessoa morreu na capital da Ucrânia, segundo o prefeito, Vitali Klitschko. Ele acrescentou que a queda de destroços causou incêndios e danos a prédios, com quase 6.000 blocos de apartamentos sem aquecimento e outras partes da cidade sem abastecimento de água. Na manhã de sábado, horário local, a temperatura em Kiev era de -12 ºC.

 

Kharkiv, a segunda maior cidade da Ucrânia, no nordeste do país, também foi alvo de ataques, que danificaram uma maternidade e um dormitório para deslocados internos, segundo o prefeito Ihor Terekhov. Pelo menos 19 pessoas ficaram feridas, incluindo uma criança.

 

No total, a Rússia lançou mais de 370 drones e 21 mísseis durante a noite, tendo como outros alvos Sumy e Chernihiv, afirmou o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky. Ele acrescentou que os ataques se concentraram no setor energético da Ucrânia, que é “crucial” durante o rigoroso inverno.

 

Os ataques ocorreram logo após as delegações de ambos os países concluírem o primeiro dia de negociações com representantes dos EUA.

 

De acordo com a TASS, o território continua sendo o principal ponto de discórdia nas negociações. Antes do início das conversas, era amplamente aceito que o território era a única questão crucial a ser resolvida. O Kremlin reiterou a posição da Rússia de que a Ucrânia deve se retirar da região de Donbas, no leste do país, o que a Ucrânia tem rejeitado repetidamente.

 

A região de Donbas é formada pelas duas regiões ricas em carvão, Donetsk e Luhansk, que antes constituíam o coração industrial da Ucrânia. A região possui uma população significativa de língua russa. E foi em Donbas que a missão de Putin para desestabilizar e conquistar a Ucrânia começou em 2014.

 

A área também abriga o “cinturão de fortalezas” de cidades industriais, ferrovias e estradas que formam a espinha dorsal da defesa da Ucrânia e abastecem a linha de frente. Kiev passou anos fortificando essa área e perdê-la deixaria o restante do leste da Ucrânia totalmente vulnerável.

 

A Rússia enviou uma equipe militar para participar das negociações em Abu Dhabi, incluindo um alto funcionário da inteligência militar e de espionagem; a Ucrânia enviou negociadores de alto escalão, incluindo diplomatas e autoridades de segurança; Os Estados Unidos foram representados pelo enviado do presidente Donald Trump, Steve Witkoff, pelo genro de Trump, Jared Kushner, e pelo conselheiro da Casa Branca, Josh Gruenbaum.

 

O governo Trump pressionou a Ucrânia a aceitar um acordo de paz, apesar das preocupações generalizadas de que tal acordo pudesse favorecer Moscou.

 

Quase quatro anos após lançar uma invasão em grande escala contra seu vizinho, a Rússia ocupa cerca de 20% do território reconhecido pelo direito internacional como parte da Ucrânia soberana. Isso inclui quase toda a região de Luhansk e partes das regiões de Donetsk, Kherson e Zaporizhzhia.

 

Após o término das negociações na sexta-feira, o principal negociador ucraniano, Rustem Umerov, escreveu no X que a reunião se concentrou em alcançar uma “paz digna e duradoura” e agradeceu aos EUA pela mediação.

 

“Novas reuniões estão agendadas para amanhã”, disse ele.

 

Zelensky adotou um tom cauteloso, dizendo que era “muito cedo” para tirar conclusões das negociações de sexta-feira. “Veremos como as negociações se desenrolam amanhã e quais serão os resultados”, disse ele posteriormente em um pronunciamento diário.

 

Ele afirmou que o “principal” nas negociações é que a Rússia finalmente esteja disposta a pôr fim à guerra, acrescentando: “A posição da Ucrânia é clara. Defini a estrutura do diálogo para a nossa delegação.”

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