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três mortes 11.02.2020 | 15h32

Vento e má condição da pista podem ter causado acidente na Turquia

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Reprodução/Twitter / Ansa

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O acidente com o Boeing 737-800 que perdeu o controle ao aterrissar, deslizou na pista, caiu em um barranco e se partiu em três pedaços no aeroporto Sabiha Gökçen, em Istambul, na Turquia, pode ter sido causado, em parte, pelas más condições meteorológicas e pela falta de conservação da pista.

 

Na última quarta-feira (5), quando aconteceu o acidente, chovia muito na cidade turca e o vento estava acima do recomendado para aterrissagens, segundo o site Hurryiet Daily News. Três pessoas que estavam a bordo do avião morreram e as outras 180 ficaram feridas.

 

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Vento acima do limite
De acordo com o veículo, o limite de velocidade de vento para autorizar pousos no aeroporto é de 10 nós (18,52 km/h) em dias normais e 5 nós (9,26 km/h) quando há chuva no local da pista.

 

“Podemos ver que na hora da aterrissagem daquele avião, o vento a favor era de 22 nós (40 km/h), com rajadas de até 34 nós (61 km/h). Em condições assim, a torre não deveria ter autorizado o pouso. Além disso, o piloto pode ver a velocidade do vento na tela, ele deveria ter arremetido", disse o controlador de voo aposentado Zafer Yeşilgül, em entrevista ao portal.

 

Outro fator que pode ter contribuído é o mau estado de conservação da pista de pouso do Sabiha Gökçen, segundo outra fonte ouvida pelo Hurryiet.

 

"A pista não sofre reformas há um bom tempo. Ela é usada constantemente e não pode ser fechada para manutenção porque é a única desse aeroporto", disse o ex-diretor geral de aviação da Turquia, Oktay Erdağı.

 

Causas do acidente
Para Fernando Martini Catalano, professor de Engenharia Aeronáutica na USP de São Carlos, acidentes aéreos são causados por diversos fatores que surgem simultaneamente. No caso do acidente na Turquia, tudo isso será revelado pela investigação das autoridades.

 

"O piloto pode ter cometido erros, tem também o mau tempo, condições de manutenção da pista, já tinha acontecido um outro acidente lá (em janeiro, com um avião da mesma companhia, a Pegasus Airlines). Pode ter outros fatores, como a manutenção do avião, ele tem os sistemas mais avançados do mundo de frenagem. Muitas coisas podem ter contribuído", explica o engenheiro.

 

Outro fator que contribuiu para que o avião fosse destruído é que a cabeceira da pista tem pouco espaço para dar conta de situações como essa. "A área de escape é muito pequena, o avião deslizou na pista e caiu. Essa tragédia poderia ter sido muito pior", diz.

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