acabou se matando 10.07.2019 | 10h35

yuri@gazetadigital.com.br
Reprodução
Polícia Civil investiga se Marcos Rogério Lima, 33, acusado de matar a ex-mulher Débora de Oliveira Silva com um tiro de espingarda no rosto na segunda-feira (8), tinha planos de matar o filho mais velho da vítima e até mesmo outros membros de sua família.
Marcos tirou a própria vida na manhã de terça-feira (9), após ser localizado pela Polícia Militar em uma propriedade rural, que é próxima da casa da família de Débora.
Com o local cercado, ele deu um tiro na própria cabeça. Foi socorrido, mas não resistiu e morreu.
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Ao
, o delegado Nilton Farias, que comanda as investigações do feminicídio, contou que após o homem cometer suicídio, foram encontradas com ele 36 munições, sendo 31 de calibre 38 e 5 de calibre 20.
“Pela quantidade de munições e pela proximidade que ele estava da casa da família da vítima, acreditamos que ele tinha a intenção de esperar o final da tarde para matar o filho mais velho da Débora e até mesmo outros membros da família dela”.
Segundo Farias, ele tinha como objetivo consumar uma vingança pela separação, já que o filho de 21 anos teria influência direta no relacionamento dos dois. Inclusive, no dia em que Débora foi morta, o filho presenciou o fato.
Ele acreditava que o filho dela intrometia no relacionamento deles e que, por isso, o plano era matar ele também como vingança”, contou Nilton, que vai ouvir novas testemunhas após o processo de luto da família.
Premeditado
O delegado acredita que o crime tenha sido premeditado, já que na manhã do domingo (7), um dia antes de matar Débora, o suspeito postou em uma rede social que aquele poderia ser seu último dia de vida.
Na mesma mensagem, o homem cita que “só Deus pode me jugar”.
Além das 36 munições e do revólver, a polícia encontrou ainda uma quantia de R$ 1.920 e um veículo Voyage, que foram entregues para o irmão de Marcos.
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