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CASO ISABELE 12.08.2020 | 11h51

Arma estava carregada, 'mas não na câmara', diz adolescente; veja conversas

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Pablo Rodrigo e Yuri Ramires

redacao@gazetadigital.com.br

Reprodução

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Atualizada às 13h15)Em novos prints de conversa que o teve acesso, o namorado da investigada pela morte de Isabele Ramos, 14, conta ao irmão que deixou a arma com munição no carregador, mas que ela não estava na câmara. “Fala a vdd [verdade]”, pede o irmão mais velho do menor pouco depois das 22h. Nesse horário Isabele já estava morta, após ter levado um tiro que entrou pela narina, na noite de 12 de julho. A arma usada no crime foi levada por ele até a casa da família da namorada. Em nota, Politec afirma que não fez perícia em celulares relacionados ao caso Isabele. 

 

Após o questionamento, o irmão ainda pergunta se ele deixou a arma com munição e ele responde: “tava no carregador, mas não na câmara”. Na sequência, o irmão reage: “pqp” e faz um novo questionamento: “Acertou alguém? Oq q aqueles guri falaram?”. O menor então responde ao irmão às 22h35: “A guria morreu. Eu não to entendendo nada”.

 

A sequência da conversa foi divulgada na manhã desta quarta-feira (12) pelo . Em seguida, o irmão pede para o menor tirar print das conversas mais importantes “pq todo mundo vai querer colocar a culpa em vc”, e depois, várias conversas são apagadas.“Não foi possível visualizar outros dados importantes no aparelho do menor, uma vez que o mesmo tem o hábito de apagar as conversas do seu próprio aparelho", diz trecho do laudo.

 

Porém, "alguns diálogos foram identificados a partir dos celulares do irmão, da namorada e de um amigo”, diz trecho do documento. 

 

Irmão confirma versão do menor

Apesar de poucas mensagens terem sido resgatadas, no celular do irmão do menor a perícia encontrou áudios em que ele explica a situação para a sua namorada, afirmando ainda que alguém pode ter mexido na case. Vale ressaltar que, apesar do entendimento dos irmãos de que a maleta estava com chave, ela não estava. 

 

Na noite de 12 de julho, por volta das 22h29, o irmão manda em áudio para a namorada: “Então, a gente chegou aqui, hora que a gente apertou para abrir o elevador saiu meu pai e minha mãe, mas vazado cara. “******** você deixou sua arma lá, atiraram num fulano parece que acertou uma menina lá”. Meu pai falou “Porra guri, você está louco, você deixou a porra da arma municiada”. Aí meu irmão falou: “Véi, tava com a chave meu case”, entendeu, ou seja, abriram e foram mexer, entendeu, aí a merda rolou”, diz a transição do áudio.

 

Em outro áudio, já às 22h31, ele continua explicando que o irmão deixou a arma sem munição. “Parece que meu irmão tipo, ele deixou a arma sem munição, entendeu? Só que ela estava sem munição, só que estava com os pentes dentro do case. Fica arma, fica os pentes e os pentes estavam com munição, entendeu? Aí o guri deve ter colocado engatilhado, aí o outro já pegou na mão. Nossa senhora veio! Mas, você não entendeu meu pai, como que ele saiu daqui, veio, e pondo a culpa no meu irmão. Eu ainda falei, traz a porra da arma para casa, não deixa a arma, aí meu pai: 'não deixa lá'", consta em outro trecho.

 

Menor não estava mais na casa e nem explicou crime

Defesa do menor informou à reportagem que os diálogos mostram que ele não estava no local do fato no momento da morte de Isabele. Ressalta ainda que não havia sequer munição na câmara. 

 

Sobre as conversas do dia 14 de julho, foi informado que não há "explicação sobre o crime" e sim conversa sobre a repercussão com base nas redes sociais. 

 

Nota de esclarecimento  

 

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) esclarece que, ao contrário do que vem sendo veiculado pela mídia, não foi requisitada à instituição a realização de perícia nos celulares de suspeitos envolvidos na morte da adolescente Isabele Guimarães Ramos. As referidas mensagens divulgadas foram extraídas de um relatório de análise feito pela Polícia Judiciária Civil.

 

A Gerência de Perícias de Computação Forense realizou, apenas, a extração das imagens do circuito interno de segurança. As imagens extraídas nas câmeras de segurança também estão sendo analisadas pela Gerência de Perícias em Áudio e Video da Politec.

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