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detalhes do laudo pericial 11.08.2020 | 16h16

Arma não é capaz de produzir tiro acidental, afirma Politec

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Pablo Rodrigo e Vitória Lopes

redacao@gazetadigital.com.br

Reprodução

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Atualizada às 19h03 - O laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) de balística, entregue à Delegacia Especializada do Adolescente nesta manhã de terça-feira (11), descarta a possibilidade de tiro acidental, como afirmado pela adolescente de 14 anos, que atirou em Isabele Guimarães Ramos.


De acordo com o laudo, obtido pela reportagem do , a arma usada no disparo, uma Imbel 38, não é capaz de produzir um tiro acidental. Em testes, a arma de fogo somente se mostrou capaz de realizar disparo e produzir tiro estando carregada, engatilhada, destravada e mediante o acionamento do gatilho.


Além disso, quando a arma foi recebida pelos peritos, ela apresentava inúmeras modificações e mecanismos incompletos ou deficientes.

 

Leia também - Disparo ocorreu 1,4 metro do chão e até 30 cm do rosto


A arma de fogo passou por testes para verificar a possibilidade de produzir de tiro da forma descrita pela adolescente em seu depoimento: foi inserido cartucho sem projétil e sem pólvora (somente estojo e espoleta) na câmara de carregamento do cano; a arma AFQ1 foi balançada ao ar livre, em diferentes posições, e foi impactada moderadamente contra superfície emborrachada.


Não foram realizados teste de queda livre na arma questionada, pois conforme o depoimento da adolescente, o tiro não foi produzido em decorrência de queda.


O laudo ainda explica a diferença entre “tiro acidental” e “tiro involuntário”. “Para Balística Forense há distinção entre os conceitos de “tiro acidental” e de “tiro involuntário”, sendo o primeiro provocado sem acionamento regular do mecanismo de disparo, ao passo que tiro involuntário pressupõe ação do atirador no mecanismo de disparo, mesmo que essa ação seja involuntária, não intencional”, detalha.


Veja trecho da conclusão do laudo balístico
- As armas de fogo questionadas, no estado em que se encontravam quando foram recebidas nesta Gerência se mostraram capazes de percutir e de deflagrar cartuchos de munição compatíveis e se mostraram eficientes para produzir tiros (produzir lançamento de projéteis).


- Nas circunstâncias alegadas constantes do Termo de Declarações de (adolescente que atirou), a arma de fogo questionada, da forma como foi recebida nesta Gerência, somente se mostrou capaz de realizar disparo e produzir tiro estando carregada (cartucho de munição inserido na câmara de carregamento do cano), engatilhada, destravada e mediante o acionamento do gatilho.

 

Outro lado

 

O advogado Ulisses Rabaneda, que faz a defesa da família Cestari, divulgou nota de esclarecimento à imprensa após as notícias relacionadas ao laudo da Politec. Segundo a nota, em momento algum o disparo da arma ocorreu de forma intencional pela adolescente de 14 anos, de acordo com a sua versão apresentada à polícia. Além disso, o acionamento do gatilho também foi relatado pela menor, assim como o disparo feito a curta distância. Veja a nota na íntegra:

 

A defesa de B. de O. C. e Marcelo Martins Cestari, frente à divulgação pela imprensa dos laudos de local de fato e de balística, esclarece:
1. O laudo de local de fato, diferente do que sugerem algumas matérias publicadas, em nenhum momento afirmou que o disparo da arma de fogo tenha decorrido de conduta intencional de B. de O. C.;
2. O laudo de local de fato apenas afirmou, com base em literatura sobre o tema, que o conceito de “disparo acidental” é aquele que decorre da deflagração de projétil sem acionamento do gatilho. No caso, concluiu o laudo que o gatilho foi acionado, fato admitido por B. de O. C. em seu depoimento ainda no liminar das investigações;
3. A constatação do laudo de local de fato de que o disparo ocorreu a pequena distância e de maneira frontal, ao contrário do que sugerido em algumas publicações, não diverge da disposição fática do evento relatada por B. de O. C.;
4. Por outro lado, nunca foi cogitado na investigação que o disparo tenha ocorrido no momento da queda do case de armazenamento das armas, tendo sido afirmado por B. de O.
C. que o evento ocorreu quando ela já se encontrava completamente em pé. Exatamente por esta razão o laudo de balística afirma que “o termo de declarações não cita que a arma AFQ1 produziu tiro em decorrência da queda”;
5. A defesa ainda está analisando os laudos que foram concluídos na data de hoje, podendo antecipar a existência de algumas imprecisões, as quais serão alvo de pedido de esclarecimentos em momento oportuno;
6. Importante mencionar que o laudo pericial de análise dos aparelhos celulares que foram entregues na data de hoje, em consonância com os demais elementos informativos dos autos, concluiu que B. de O. C. e I G. R. tinham “boa relação”, bem como atestou que “não foi localizado dados referentes a qualquer intriga ou desavença”;
7. A exposição indevida do caso tem gerado especulações e conclusões precipitadas. Os vazamentos seletivos de informações sigilosas não se prestam a contribuir na elucidação dos fatos, servindo apenas para direcionar a opinião pública a cogitar uma versão distorcida dos fatos em apuração.

Ulisses Rabaneda dos Santos, advogado.

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