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FILHA QUERIA convívio 11.06.2026 | 13h36

Assassino da filha tentou matar a mãe dela a facadas e foi preso

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Fato Agora/Reprodução

Fato Agora/Reprodução

Mãe da menina Olga Beatriz Santos da Silva, 12, morta pelo próprio pai, em Várzea Grande, ainda busca respostas para o crime brutal contra a menina. Ela, que tinha uma medida protetiva contra o ex-marido, Claudinei da Silva, 42, desde 2018, foi alvo de uma tentativa de feminicídio e atingida por duas facadas. Anos depois, autorizou a filha a conviver com o pai a pedido do próprio suspeito e também pelo anseio da menina. 

 

O posicionamento de Maiara Santos foi dado por meio de sua advogada, Daiane Rodrigues, ao programa Cadeia Neles. A mãe da vítima estava na sede da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), prestando depoimento, na manhã desta quinta-feira (11), e esclarecendo pontos sobre o relacionamento deles.

 

Conforme relatado, a mulher possuía medida protetiva contra o ex-companheiro desde 2018, quando ele tentou matá-la. Na ocasião, ela e a filha teriam sido mantidas em cárcere privado por 3 dias. 

 

Ainda de acordo com a advogada, durante o período em que esteve sob domínio do agressor, a vítima foi obrigada a pedir demissão do emprego e foi levada por ele até o local, um supermercado. Quando ela chegou, gritou por ajuda e foi esfaqueada duas vezes. Claudinei foi preso.  

 

Busca pela filha

Quando deixou o sistema prisional, passou a utilizar tornozeleira eletrônica e, segundo a família, procurou parentes da ex-companheira para tentar se reaproximar da filha.  

 

A mãe relatou que Olga era muito pequena quando o pai foi preso e tinha poucas lembranças dele. Com o passar dos anos, porém, manifestava o desejo de conhecê-lo melhor. Sendo assim, a mãe autorizou a convivência. 

 

As visitas aconteciam de forma esporádica e, segundo a família, a adolescente nunca havia dormido na casa do pai. A exceção ocorreu justamente no fim de semana em que o crime foi registrado.

 

Crime

No sábado (6), Olga foi para a casa do pai. Neste final de semana, ela acabou dormindo lá pela primeira vez. No domingo pela manhã, quando a mãe foi buscá-la, a menina não quis retornar para casa porque participaria da comemoração de aniversário do avô paterno.  

 

A mãe decidiu permitir que ela permanecesse no local por mais algumas horas. Pouco tempo depois, o pai entrou em contato afirmando que a filha estaria “dando trabalho”.  

 

A situação passou a causar estranheza quando uma amiga da mãe foi até a residência para buscar a adolescente e não conseguiu contato. Conforme o relato da família, o irmão de Claudinei abriu o portão da casa e, ao entrar, encontrou Olga desacordada.  

 

A motivação do crime ainda é investigada pela Polícia Civil. A família afirma não compreender o que levou o pai a matar a própria filha. A versão de que ele achou uma conversa dela com outro rapaz não é aceita.  

 

“Não existe essa possibilidade de ela ter tido contato por rede social com alguém, porque ela não tinha celular. O aparelho foi apreendido e a perícia vai apontar isso”, afirmou. Olga se comunicava com o pai pelo celular da mãe e com a mãe pelo celular do pai.  

 

“Não sabemos a real motivação do crime. A mãe está sem entender. Ela tinha uma boa convivência com o pai por telefone. Ainda não sabemos o que aconteceu e o motivo dessa barbaridade”, declarou a advogada. 

 

Além dos depoimentos, a família aguarda a conclusão dos laudos periciais e a oitiva de testemunhas que acompanharam os acontecimentos do dia do crime.

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