HOMEM NÃO ACEITAVA FIM DE RELACIONAMENTO 03.01.2026 | 17h22

mariana.lenz@gazetadigital.com.br
Gazeta Digital
Velório do pequeno Davi Lucca da Silva Lemos, de apenas 2 anos de idade, morto pelo próprio pai na noite dessa sexta-feira (2), está previsto para iniciar por volta das 17h deste sábado (3) na Capela Municipal Lourdes Acco Vozniak, no município de Sorriso (420 km ao norte de Cuiabá). A morte da criança gerou grande comoção entre a população na cidade onde o crime ocorreu e repercutiu até fora do Estado.
O sepultamento está previsto para ocorrer às 8h da manhã de domingo (4) no Cemitério Municipal de Sorriso. O genitor da criança, Rairo Andrey Broges Lemos, 21, permanece preso ao ser detido pela Polícia Militar na mesma noite do crime após denúncias de vizinhos. Ele tentou suicídio, mas foi resgatado com vida e recebeu voz de prisão.
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Nas redes sociais internautas lamentaram a morte do bebê e demonstraram indignação com a crueldade do crime. “Hj em dia tá desse jeito, a mulher não pode terminar um relacionamento que o cara acaba com a vida dela ou dos filhos, esses dias foi a tal de tainara que o cara arrastou de carro agora essa criança, o mundo está perdido”, escreveu um deles.
“Sorriso não está sorrindo há muito tempo, só crime pesado”, disse outro internauta.
A deputada estadual Janaína Riva (MDB) lamentou o fato e externou que Mato Grosso inicia 2026 "marcado por uma tragédia de extrema crueldade".
"Em Sorriso, a 4ª cidade mais violenta do Brasil, um homem que não aceitava “ver a ex com outro” assassinou o próprio filho, um bebê de apenas 2 anos, e depois tentou tirar a própria vida. Matar um filho é atingir a mulher no que ela tem de mais sagrado. É uma violência que ultrapassa todos os limites e expõe a face mais cruel do ódio, do controle e da impunidade.
O “não” e o “basta” de 2026 precisam ser contra o descaso e o tratamento ínfimo que estão dando à segurança das mulheres e das crianças em nosso estado. Chega de negligência. Combater a violência exige leis severas, polícia presente nas ruas e atuação integrada para impedir que tragédias como essa continuem se repetindo”, disse em nota.
Conforme noticiou o
a motivação para o crime seria o término do relacionamento de Rairo com a mãe da criança. Ela narrou aos policiais que estava separada e que começou um NOVO relacionamento com um amigo do suspeito. Rairo enviou mensagens para a ex, demonstrando irritação com o fato. Sobre o filho, contou que o suspeito entregaria a criança por volta das 19h de domingo (4).
Diante de atitude atípica, como som alto e barulho de telhas no conjunto de quitinete onde Rairo morava, vizinhos foram até o local e bateram na porta, sem que o homem respondesse. Ao arrombar a casa, viram Rairo amarrado por uma corda, o bebê na cama e uma carta de despedida, dizendo que não aguentaria ver a mãe de seu filho com outra pessoa.
O Corpo de Bombeiros foi acionado e durante atendimento foi constatado que o bebê estava desacordado, sendo encaminhado para uma unidade de saúde, porém faleceu minutos depois. Já o pai, que ainda estava com sinais vitais, recebeu atendimento médico e foi preso ao ter alta médica.
Ele cita ainda que a mãe de Davi é o “amor da sua vida”, que é seu “amor eterno” e que sabe que errou com ela, que foi por impulso. Lembrou ainda que já a “machucou muito”, mas que “nunca foi a intenção”.
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