esganada até a fratura do pescoço 02.07.2026 | 15h20

redacao@gazetadigital.com.br
Reprodução
O delegado de Juína (735 km a Noroeste), Luiz Camargo, apontou que uma disputa por patrimônio e o ciúme foram as motivações para o assassinato da professora Adelia Cristina de Oliveira Batista, 49, encontrada morta em uma represa na Comunidade São Lourenço, em Castanheira (a 779 km a noroeste de Cuiabá). O principal suspeito do crime é o namorado da vítima, Joel Laureano Ferreira, 46, preso na manhã de quarta-feira (1º).
De acordo com o delegado, responsável pelas investigações, Adelia pretendia colocar fim ao relacionamento, mas o investigado não aceitava a separação.
"A motivação seria uma divergência patrimonial, já que a vítima estava querendo se separar e ele não estava aceitando a situação por dois motivos. Primeiro patrimônio, parecia que a vítima tinha uma condição patrimonial melhor do que a dele e também por questão de ciúmes", afirmou.
Ainda conforme a investigação, o casal discutiu por volta das 20h, momento em que o suspeito teria estrangulado a professora com as próprias mãos.
"Diante dessa discussão que teve por volta das 20h, ele esganou, usou a constrição de pescoço. Com o manuseio das próprias mãos, ele estrangulou essa vítima. Inclusive, a causa do óbito foi a fratura. Ela morreu pela constrição do pescoço", explicou Luiz Camargo.
O delegado também destacou que, inicialmente, o investigado responderá por feminicídio qualificado. No entanto, a tipificação penal poderá ser alterada no decorrer do inquérito, conforme o avanço das diligências e a produção de novas provas.
“A princípio, vou tipificar a conduta como feminicídio qualificado. No prosseguimento da investigação, por meio da conversão do inquérito policial, com a formalização de outras diligências que ainda não serão possíveis de serem realizadas nesse momento, nada impede que haja uma nova tipificação para a confecção do relatório policial, indiciamento e encaminhamento para a autoridade judicial e também ao Ministério Público”, disse.
Segundo Camargo, a intenção do suspeito era ocultar o corpo da vítima, mas isso não ocorreu devido à repercussão imediata do crime na comunidade, o que dificultou a ação.
Joel Laureano Ferreira foi preso na zona rural de Castanheira, após dois dias de buscas realizadas por equipes da Delegacia de Juína. Durante as buscas, os policiais também apreenderam roupas, botinas e um pedaço de corda com aparentes vestígios de sangue. Os materiais foram encaminhados para perícia.
O corpo da professora foi encontrado na segunda-feira (29), em uma represa da Comunidade São Lourenço. Ela apresentava lesões aparentes em diferentes partes do corpo, o que reforçou a suspeita de homicídio.
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