caso Mirella 27.02.2020 | 09h52

eduarda@gazetadigital.com.br
Marcus Vaillant/Reprodução
O delegado Olímpio da Cunha Fernandes Júnior, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), aguarda a conclusão de algumas diligências para então pedir a exumação do corpo de Edson Manoel Leite de Oliveira, avô de Mirella Poliana Chue de Oliveira, 11. A madrasta da menina, Jaira Gonçalves de Arruda, 42, é acusada de envenenar a garota para receber a quantia de R$ 800 mil de indenização pela morte da mãe de Mirella, que ocorreu após o seu nascimento em uma unidade de saúde de Cuiabá por erro médico. Durante a investigação surgiu a suspeita de que o avô da menina teria sido a primeira vítima de Jaira.
Ao
, Olímpio ressalta que não pode dar detalhes sobre o caso, sob risco de incorrer na Lei de Abuso de Autoridade. Contudo, afirma que a exumação será solicitada à Justiça o quanto antes. Para tanto, é necessário concluir algumas diligências que integram a investigação.
Leia também - Além de Mirella, madrasta é suspeita de envenenar o sogro
A morte do avô ocorreu no dia 4 de março de 2018, depois que ele apresentou um problema grave e súbito de saúde. Edson e a esposa, que havia falecido no ano anterior, tinham a guarda de Mirella. Pouco antes de morrer, ele teria comentado que iria passar a guarda da menina para a avó materna. Mas depois da morte dele, Mirella foi a morar com o pai e a madrasta, quando passou a ser envenenada por ela, ao longo de 2 meses, até que não resistiu a intoxicação pelo inseticida Carbofurano. Mirella, morreu em hospital privado da Capital às 15h17 do dia 13 de junho de 2019, depois de sucessivas internações.
Mirella morreu em julho de 2019 após sofrer várias internações. A causa da morte era considerada indeterminada, mas exames apontaram que no sangue da criança havia duas substâncias, sendo uma delas um veneno que provoca intoxicação crônica ou aguda e a morte. A polícia descobriu que a menina vinha sendo envenenada aos poucos pela madrasta, que visava à indenização. Para os investigadores, ficou claro que o crime foi premeditado e praticado em doses diárias por 2 meses. O veneno usado pela suspeita é proibido no Brasil.
Jaira foi indiciada em novembro pela Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica) por homicídio duplamente qualificado, praticado por envenenamento e motivo torpe. O caso foi encaminhado à Justiça e resultou num processo que tramita em segredo de Justiça na 14ª Vara Criminal de Cuiabá, sob condução do juiz Jurandir Florêncio de Castilho Júnior. Nesta quinta (27), será realizada a primeira audiência do processo, na qual o magistrado decidirá se o caso vai ou não a juri popular.
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