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Cuiabá, Sábado 16/05/2026

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BRIGA NA POLÍCIA CIVIL 16.05.2026 | 07h56

Delegado baleado em troca de tiros enfrentava sofrimento psicológico, diz defesa

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Yuri Ramires e Vithória Sampaio

redacao@gazetadigital.com.br

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O delegado da Polícia Civil de Mato Grosso Bruno França Ferreira estava passando por problemas psicológicos agravados por problemas familiares e pela pressão acumulada da atuação contra o crime organizado, segundo informações de uma nota divulgada nesta sexta-feira (15) pelos seus advogados. 

 

O delegado que está preso sob custódia da própria corporação após ser autuado em flagrante por tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil, em Sorriso (420 km de Cuiabá), permanece hospitalizado após ser baleado durante uma troca de tiros envolvendo um investigador da corporação, registrada na noite da última quarta-feira (13). A Corregedoria-Geral informou que ele será apresentado e colocado à disposição da Justiça assim que receber alta médica.

 

Leia também - Investigador diz que delegado foi até sua casa para matá-lo; França foi baleado

 

Na nota, os advogados afirmam que o delegado atua há 4 anos no município e vinha trabalhando diretamente no combate às facções criminosas, com atuação reconhecida por autoridades locais. A defesa destaca ainda que, nos últimos dois meses, Bruno passou por um período de “grave sofrimento psicológico”, desencadeado por uma crise familiar e pelo desgaste provocado por anos de trabalho sob forte tensão.

 

A defesa pontuou ainda que amigos e colegas de trabalho foram até a residência do delegado a pedido da família para tentar ajudá-lo diante do estado emocional em que ele se encontrava e que a reação de Bruno durante a ocorrência foi reflexo de um momento em que ele “não estava no pleno exercício de suas faculdades mentais”.

 

Conforme informações já divulgadas pelo , as equipes do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Raio), do 12º Batalhão da Polícia Militar, ouviram diversos disparos de arma de fogo vindos da rua Pica-Pau, no bairro Parque das Araras, enquanto encerravam o turno de serviço.

 

Ao chegarem ao endereço, os militares encontraram o investigador em frente à residência, portando uma pistola Glock 19 Gen 5. Segundo os policiais, ele apresentava comportamento bastante nervoso e havia diversos estojos de munição espalhados pelo local, aparentando ser de calibre 12. O carro do delegado foi atingido durante a intensa troca de tiros. Mesmo ferido, Bruno conseguiu dirigir até uma unidade hospitalar, onde segue internado sem previsão de alta.

 

Na nota, a defesa também afirma que a própria Corregedoria reconheceu preocupação com a condição psicológica do delegado ao analisar o caso, afastando a necessidade de prisão preventiva. A Justiça determinou medidas cautelares, como afastamento temporário do cargo, suspensão do porte de arma e acompanhamento psicológico especializado.

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