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Polícia - A | + A

tragédia no Alphaville 05.08.2020 | 07h29

Delegado disse que arma disparou dentro do case, afirma mãe de Isabele

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Pablo Rodrigo e Vitória Lopes

redacao@gazetadigital.com.br

Reprodução

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Em depoimento, Patrícia Hellen Guimarães, a mãe de Isabele Guimarães Ramos, 14, relatou que o delegado Olímpio da Cunha, anteriormente responsável pela investigação, disse que a arma teria disparado de dentro do case, após cair no chão.


Esse detalhe consta no primeiro depoimento da mãe da adolescente, sobre a noite de 12 de julho, em que a empresária perdeu a filha após um disparo de arma de fogo, no condomínio Alphaville. Conforme Patrícia, o delegado da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) apontou que se tratava de um homicídio culposo, ou seja, um acidente.

 

Leia também - Em depoimento, médico diz que Isabele estava morta há menos de 2 horas


A empresária diz que estranhou quando o delegado chegou, pois o local não tinha sido isolado em momento algum. Na época, Olímpio estava à frente das investigações. Ele conversou com ela, seu cunhado e o advogado da família, Hélio Nishiyama.


Ela questionou o que tinha ocorrido, no que o delegado respondeu que tudo indicava ser um homicídio culposo. "Foi um acidente, que o 'case' caiu e a arma disparou de dentro do case", diz trecho do depoimento. 


Sem entender, a mãe de Isabele novamente perguntou como seria possível uma arma ter sido disparada de dentro do case. O delegado respondeu “é isso que não está crível”.

 

"Que a declarante perguntou ao delegado Olímpio se ele iria fazer a declaração de XXX [menor suspeita de atirar], o que ele respondeu que ela estava abalada aquele dia e que achava melhor ser feito posteriormente a oitiva", diz outro trecho. 


Troca de roupa
Ainda no depoimento de Patrícia, ela afirma que por volta de 22h, a mãe da adolescente que fez o disparo, Gaby Cestari, passou em sua casa e disse que tinha acontecido um acidente, “um disparo com a Bel”, mas que não sabia o que tinha acontecido.


Quando chegou à residência da família Cestari, viu o corpo da filha no banheiro, além de Marcelo Cestari fazendo massagem cardíaca nela. "A declarante acha que o corpo da filha da declarante estava fora do box; que perguntou para Marcelo se sua filha tinha pulso; que Marcelo disse não saber e pediu para a declarante olhar o pulso; que a declarante se abaixou, virou a cabeça da vítima e viu que havia parte do cérebro exposta e notou que a filha estava morta".

 

Por conta da forte cena, ela saiu do banheiro. Ainda na casa da família Cestari, Patrícia notou que a amiga de Isabele não estava lá. Ela soube depois que um dos amigos de Isabele, que também estava no local, a levou para sua casa, onde trocou de roupa. Em momento algum a adolescente falou com Patrícia.

 

Amizade de Isabele e a menor

O depoimento de Patrícia começa com ela reforçando a amizade das duas adolescentes. "Há cerca de dois anos a amizade entre Isabele e (nome da menor) ficou mais forte; que ambas ficaram bastante amigas; que desde que se iniciou a pandemia, Isabele e (nome da menor) fortaleceram os laços de amizade; que às vezes (nome da menor) ia na residência da declarante; que, porém, a maioria das vezes, era Isabele que ia na casa da (nome da menor)".

 

Porém, após a adolescente iniciar um namoro com um adolescente de 16 anos, elas começaram a se distanciar. Isabele, então, se aproximou da irmã gêmea da adolescente. Ela sabia que a família Cestari era praticante de tiro esportivo, segundo relata. "Não tem conhecimento de nenhuma briga intensa entre Isabele e (nome da menor); que a declarante não sabe de nenhuma briga entre (namorado da menor) e Isabele; que sua filha era muito amável e não se envolvia em conflitos; que sabia que a família de (nome da menor) era praticante de tiro esportivo, porém não sabia que havia livre circulação de armas pela casa, senão, não deixaria que Isabele frequentasse a casa".

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