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Polícia - A | + A

caso isabele 11.08.2020 | 15h12

Disparo ocorreu 1,4 metro do chão e até 30 cm do rosto

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Pablo Rodrigo e Vitória Lopes

redacao@gazetadigital.com.br

Reprodução

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Atualizada às 19h03 - Laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), entregue à Delegacia Especializada do Adolescente (DEA) nesta manhã de segunda-feira (11), aponta que o disparo dado pela adolescente que 14 anos que matou Isabele Guimarães Ramos, ocorreu a 1.44 metro do chão.


Conforme consta na conclusão do laudo, que a reportagem do teve acesso, a menor que atirou posicionou-se frontalmente em relação à vítima, segurando a arma a uma altura de 1,44 metros do piso, com alinhamento horizontal e distância entre 20 a 30 centímetros da face de Isabele.


O laudo preliminar da Perícia Oficial e Identificação Técnica de Mato Grosso (Politec-MT) aponta que o tiro que matou Isabele Ramos ocorreu a curta distância e reto, saindo na horizontal.


A bala teria entrado e saído reto da cabeça da adolescente de 14 anos. A informação foi divulgada na tarde desta quarta-feira (22), 10 dias após o crime.


O apurou, com fontes do caso, que foram encontrados resíduos de pólvora no rosto da vítima, e que a distância entre a arma e a face da menor seria de no máximo 40 cm.


Outro lado

 

Outro lado

 

O advogado Ulisses Rabaneda, que faz a defesa da família Cestari, divulgou nota de esclarecimento à imprensa após as notícias relacionadas ao laudo da Politec. Segundo a nota, em momento algum o disparo da arma ocorreu de forma intencional pela adolescente de 14 anos, de acordo com a sua versão apresentada à polícia. Além disso, o acionamento do gatilho também foi relatado pela menor, assim como o disparo feito a curta distância. Veja a nota na íntegra:

 

A defesa de B. de O. C. e Marcelo Martins Cestari, frente à divulgação pela imprensa dos laudos de local de fato e de balística, esclarece:
1. O laudo de local de fato, diferente do que sugerem algumas matérias publicadas, em nenhum momento afirmou que o disparo da arma de fogo tenha decorrido de conduta intencional de B. de O. C.;
2. O laudo de local de fato apenas afirmou, com base em literatura sobre o tema, que o conceito de “disparo acidental” é aquele que decorre da deflagração de projétil sem acionamento do gatilho. No caso, concluiu o laudo que o gatilho foi acionado, fato admitido por B. de O. C. em seu depoimento ainda no liminar das investigações;
3. A constatação do laudo de local de fato de que o disparo ocorreu a pequena distância e de maneira frontal, ao contrário do que sugerido em algumas publicações, não diverge da disposição fática do evento relatada por B. de O. C.;
4. Por outro lado, nunca foi cogitado na investigação que o disparo tenha ocorrido no momento da queda do case de armazenamento das armas, tendo sido afirmado por B. de O.
C. que o evento ocorreu quando ela já se encontrava completamente em pé. Exatamente por esta razão o laudo de balística afirma que “o termo de declarações não cita que a arma AFQ1 produziu tiro em decorrência da queda”;
5. A defesa ainda está analisando os laudos que foram concluídos na data de hoje, podendo antecipar a existência de algumas imprecisões, as quais serão alvo de pedido de esclarecimentos em momento oportuno;
6. Importante mencionar que o laudo pericial de análise dos aparelhos celulares que foram entregues na data de hoje, em consonância com os demais elementos informativos dos autos, concluiu que B. de O. C. e I G. R. tinham “boa relação”, bem como atestou que “não foi localizado dados referentes a qualquer intriga ou desavença”;
7. A exposição indevida do caso tem gerado especulações e conclusões precipitadas. Os vazamentos seletivos de informações sigilosas não se prestam a contribuir na elucidação dos fatos, servindo apenas para direcionar a opinião pública a cogitar uma versão distorcida dos fatos em apuração.

Ulisses Rabaneda dos Santos, advogado.

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Comentários

Maria - 11/08/2020

Estou chocada, a amiga atirou no rosto da amiga. Gente que violência é essa???? Família que instiga os filhos a manusear armas. Olha com 14 anos sabe bem o que faz, tanto que pode manusear armas. Essa menina que atirou tem que ser punida!!!!

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