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Polícia - A | + A

ao todo 5 presos 29.01.2026 | 15h20

Dupla é presa acusada de matar policial penal a tiros em VG

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Serginho Lapada

Serginho Lapada

Mais dois suspeitos foram presos pela morte do policial penal José Arlindo da Cunha, 55, assassinado em novembro de 2025, em Várzea Grande. Eles foram identificados como Wanderson Costa Lazarini e Lucas Lima. As prisões foram realizadas, nesta quinta-feira (29), por equipes da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que seguem com as investigações para esclarecer totalmente o crime.

De acordo com o delegado Caio Albuquerque, com as novas prisões sobe para cinco o número de detidos temporariamente por envolvimento no homicídio. Segundo ele, as investigações avançaram após a prorrogação das prisões iniciais e revelaram novas autorias. “Os indícios são bem contundentes, tanto que foi decretada a prisão temporária. As investigações seguem nos próximos dias para verificar a participação exata de cada um e se há outros envolvidos”, explicou.

 

Ainda conforme o delegado, todos os presos até o momento tiveram participação direta ou indireta na agressão que culminou na morte do policial penal. “Alguns efetivamente agrediram a vítima com chutes, socos e até capacetadas. Outros estavam presentes, anuíram com o espancamento e queriam aquele resultado. Mesmo quem não desferiu golpes concorreu para o crime”, afirmou.

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A DHPP aponta que, até agora, cinco pessoas têm a autoria individualizada, mas há indicativos de que mais envolvidos possam ser identificados. Parte dos suspeitos possui passagens criminais e há indícios de ligação de alguns deles com organização criminosa. Um dos investigados, inclusive, morreu durante a ocorrência e também era apontado como integrante de facção.

 

Sobre a motivação, o delegado destacou que, até o momento, o crime teria ocorrido de forma instantânea, sem indícios de premeditação. “As provas indicam que houve uma situação naquele momento. Tudo aponta que o policial penal foi interpelado porque estava armado, o que gerou a discussão e evoluiu para o homicídio. Não há elementos que indiquem motivação anterior ou que ele tenha sido morto por ser policial penal”, ressaltou.

 

O crime 

José Arlindo da Cunha foi morto após sair de uma festa no bairro São Mateus, em Várzea Grande. Segundo as investigações, ele se envolveu em uma discussão no local e, posteriormente, várias pessoas foram até a residência onde ele estava. A vítima foi chamada no portão, baleada e, em seguida, espancada, morrendo ainda no local.

As investigações continuam para identificar todos os envolvidos e esclarecer completamente a dinâmica do crime.

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