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DEFESA ALEGA MINUTOS 03.08.2020 | 14h12

Em depoimento, médico diz que Isabele estava morta há menos de 2 horas

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RodrigoClemente/PBH

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Médico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que atestou a morte da adolescente Isabele Guimarães Ramos, 14, afirmou que não sabia precisar há quanto tempo havia ocorrido o óbito, mas destacou que tudo ocorreu em menos de 2 horas devido a condição em que a pálpebra da menor estava. Mas, horários divulgados pelo advogado da família da investigada, mostram 'ação rápida' após a menor ter sido baleada. O médico amigo da família, Wilson Novais, também estranhou a arrumação do local. 

 

Esse detalhe consta no depoimento de um dos militares que atuaram na ocorrência, dia 12 de julho, no Alphaville. Segundo ele, ao se deparar com o corpo da menina no banheiro, perguntou ao médico há quanto tempo havia ocorrido a morte.

 

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“Que o médico não pode informar com precisão, mas disse que devido ao estado da pálpebra, teria ocorrido há menos de 2 horas”, disse o militar para o delegado Francisco Kunze Junior.

 

O horário exato em que ocorreu a morte de Isabele ainda é cercado de divergências. Conforme o advogado da família da investigada, Ulisses Rabaneda, em entrevista ao Fantástico no domingo (3), ele narrou a seguinte linha do tempo: 21h59, a investigada se despede do namorado – responsável por levar duas armas de fogo na casa dela no dia da tragédia; 22h01, a mãe da investigada abre a porta e de forma desesperada, vai até a mãe de Isabele.

 

No mesmo horário, o namorado da investigada deixa o condomínio e o fato foi comprovado na câmera de segurança da guarita. Já às 22h02, o pai da investigada liga para o Samu, um minuto depois, 22h03, a irmã dela é quem liga e comunica o tiro acidental. Já nas imagens da portaria, o Samu só entra no condomínio às 22h12.

 

Já as Polícias Militar e Civil só foram acionadas pelo médico do Samu, após a constatação da morte. Amigo da família há quase 20 anos, médico neurocirurgião Wilson Novais, também esteve no local do crime, chamado pela mãe de Isabele, a empresária Patrícia Ramos.

 

Quando viu o corpo da menina, notou que os olhos dela estavam entreabertos. “Característica não natural de um cadáver, isto é, a vítima provavelmente se encontrava com os olhos abertos no momento do disparo”, destacou Novais em depoimento.

 

Local sem desarrumação

Policial destacou ainda que não havia nenhuma desarrumação na casa. “Que afirma ter chamado atenção a posição do corpo da vítima, como se alguém tivesse arrumado, mas possivelmente pode ter sido em razão das massagens realizadas pelo dono da casa”.

 

Ele contou ainda que muito sangue saia da cabeça de Isabele e ia diretamente para o ralo, já que a cabeça estava na parte molhada – dentro do box do banheiro e o corpo para fora. Fato também chamou atenção do neurocirurgião Wilson, que relatou em depoimento “esperava-se que o projétil deveria ter provocado muito mais sangue disperso no ambiente”.

 

Além disso, ele relembrou que as luzes estavam todas apagadas e que só havia uma luz fraca no banheiro, que esse clima era ‘incompatível’ com algo tão grave que havia acabado de ocorrer.

 

“O declarante reitera que o ambiente estava muito limpo para uma situação tão grave, pois para o declarante que está habituado a receber pacientes com tiros no crânio, o ambiente era para estar com muito mais sangue em função da pressão que as artérias e veias jogam o sangue para fora”.

 

Para o advogado da família de Isabele, Helio Nishiyama, há falhas no isolamento do local do crime. “Houve uma grave falha no isolamento do local do crime. Diligências que deveriam ter sido feitas imediatamente não foram feitas”.  O caso ainda está sendo investigado. Mais de 15 pessoas já foram ouvidas pela Delegacia de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica) e Delegacia do Adolescente (DEA).

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