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'Injusta agressão' 03.08.2020 | 07h11

Em um mês, polícias matam 23 pessoas em Mato Grosso

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Christiano Antonucci - Secom - MT

Christiano Antonucci - Secom - MT

Um levantamento realizado pelo mostrou que em menos de um mês as polícias em Mato Grosso mataram 23 pessoas, na maior parte dos casos para “revidar uma injusta agressão”. Entre os últimos casos está a morte de 6 homens, na Capital, que faziam parte de uma quadrilha que planejava assaltos na região.

 

Entre as características em comum entre as vítimas estão as várias passagens criminais e o fato de que todos eram do sexo masculino. As mortes foram registradas em Cuiabá, Várzea Grande, Sinop (500 km ao norte da Capital), Tangará da Serra (239 km a médio-norte), Peixoto de Azevedo (691 km ao norte), Nova Maringá (400 km a médio-norte) e Cáceres 225 km a oeste).

 

No confronto da madrugada de quarta-feira (29), os homens estavam em dois carros - um deles blindado - que foi perfurado com tiros de fuzil em uma área de mata. Segundo o Bope, a quadrilha planejava assaltos de grandes valores e era monitorado desde a noite anterior.

 

Leia também - Policial e filho de PM estão entre os 6 mortos pelo Bope

 

Na mesma noite, um homem foi morto pelos policiais da Força Tática em Sinop após fugir de uma abordagem e pular uma cerca. Ele usava tornozeleira eletrônica e já tinha passagens por roubo, tráfico, organização criminosa e receptação.

 

Uma semana antes, no noite de 22 de julho, uma abordagem da Polícia Militar no bairro São Mateus, em Várzea Grande, terminou com um homem morto. Ele fugiu em alta velocidade e foi parado a tiros, sendo levado para o Pronto-Socorro de Várzea Grande onde acabou falecendo.

 

Em 19 de julho, a vítima foi Paulo Henrique Rodrigues Costa mais conhecido como "Pateta", que tinha 19 passagens criminais e fugiu de uma batida policial em uma festa clandestina no bairro Tropical Valle, em Cuiabá.

Chico Ferreira

Farda PM

 

 

No começo do mês, o Grupo Especial de Fronteira (Gefron) matou 3 suspeitos, nos dias 4 e 6 de julho em Cáceres. Na noite de 4 de julho dois homens foram atingidos por tiros ao tentar atravessar uma carga de cocaína avaliada em R$ 1 milhão. A terceira morte aconteceu em um assentamento rural, também em uma tentativa de transportar droga pelo meio do mato.

 

Em 2 julho dois assaltantes foram mortos após cometerem um latrocínio em São José do Rio Claro (313 km a médio-norte). Eles foram encontrados no Distrito de Brianorte, onde acabaram morrendo após confronto com a Polícia Militar.

 

No mesmo dia, um policial militar matou dois homens que assaltavam uma lanchonete no Distrito de União do Sul, em Peixoto de Azevedo (691 km ao norte da Capital). Ele passava pelo local quando percebeu que os clientes do estabelecimento foram rendidos e após eles não se renderem, atirou nos homens.

 

Já em 1º de julho a ação da Ronda Ostensiva Tática Móvel (Rotam) terminou com 5 mortos na estrada de acesso ao lago de Manso. Eles tinham extensa ficha criminal e reagiram à abordagem dos policiais,

 

No dia 30 de junho, o confronto aconteceu em Tangará da Serra, quando um suspeito de vários assaltos na cidade foi abordado e, ao recusar se render, foi morto dentro de uma casa.

 

A primeira morte desse ciclo de um mês ocorreu em 29 de junho, em Sinop. Segundo o boletim de ocorrência, a vítima e um comparsa foram denunciados por tráfico de drogas e resistiram à abordagem, atirando contra os agentes, que revidaram e atingiram um dos suspeitos.

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Comentários

José Inocencio - 03/08/2020

Não entendi essa matéria ... Se está elogiando a Polícia pela excelente atuação ou é aquela velha narrativa que a Polícia "mata muito" ???? No bojo da própria matéria descreve a vida criminosa dos bandidos abatidos e a sua ação contra as Leis vigentes e por consequente em confronto com a Polícia, que ainda detem o monopólio da força por parte do Estado.

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