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Polícia - A | + A

tiro no rosto 10.08.2020 | 17h10

Empresário pode responder por fornecer armas a menor e ocultação

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Pablo Rodrigo e Vitória Lopes

redacao@gazetadigital.com.br

João Vieira/Reprodução

João Vieira/Reprodução

O empresário Marcelo Cestari, pai da adolescente que atirou em Isabele Guimarães Ramos, 14, será indiciado por homicídio culposo, além de fornecer armas para menores de idade e portar armas de fogo sem autorização. O caso é investigado pela Delegacia Especializada do Adolescente.


Fora o homicídio culposo, o empresário Marcelo Cestari pode ser indiciado por fornecimento de armas para menor de idade e ocultação de arma de fogo sem autorização.


De acordo com inquérito policial instaurado pelo delegado Francisco Kunze Júnior, a conduta do empresário configura nos crimes previstos no Artigo 14 da Lei nº 10.826 de 22 de Dezembro de 2003 e Art. 242 do Estatuto da Criança e do Adolescente - Lei 8069/90.

 

Leia também - Por gasto de R$ 45 mil em armas, MPE pede aumento de fiança de Cestari


Conforme as leis, além do homicídio culposo – quando não há intenção de matar -, Marcelo poderá responder pelo fornecimento de armas a um adolescente e portar, deter ou ocultar arma de fogo de uso permitido sem autorização.
Por ser atirador esportivo, entende-se que o empresário deveria ter um zelo maior com suas armas de fogo, especialmente com menores de idade dentro de casa.


“Apurou-se que Marcelo Martins Cestari, é atirador esportivo e possuidor de armas de fogo. Portando, tem plena ciência da necessidade de cautela para se guardar ou ter em depósito armas de fogo”, explica o delegado.


Contudo, no dia da tragédia, foi ele quem autorizou a filha de 14 anos a guardar as armas no quarto. A menor também praticava tiro esportivo, assim como toda a família.


“Ainda assim, deu permissão para que duas armas irregularmente transportadas fossem ocultadas em sua residência ou permanecessem em sua guarda. Consta ainda que Marcelo entregou as armas para sua filha XXX guardar”, aponta.


O caso
Isabele morreu quando estava na casa de uma amiga, no condomínio Alphaville, em Cuiabá. A menor, que também tem 14 anos, alegou que ocorreu um disparou acidental, durante a queda do case onde estavam duas armas. Toda a família pratica tiro esportivo.


Apesar da afirmação da adolescente, os primeiros laudos mostram que o tiro que matou Isabele foi realizado em linha reta e de curta distância, isto é, de até 50 centímetros do rosto da adolescente. A família também denúncia que o local do crime não foi preservado, o que pode ter afetado a coleta de provas.

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