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Polícia - A | + A

PRECONCEITO 20.12.2019 | 16h14

Estudante trans relata ter sido impedido de participar de jogo em escola

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Ana Flávia Corrêa

anaflavia@gazetadigital.com.br

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Menino de 16 anos denunciou um caso de preconceito registrado na tarde de quinta-feira (19) nas dependências da Escola Estadual Presidente Médici, em Cuiabá. Ele se identifica pelo gênero masculino, mas relatou que foi impedido de jogar durante olimpíadas no time dos meninos.

 

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Conforme contou em entrevista ao nesta sexta, durante essa semana aconteceram jogos na escola e ele pode jogar em todos. Na quinta-feira, contudo, dia da última partida, alguns estudantes se sentiram incomodados com sua presença no time masculino. 

 

Professor de educação física e juiz optaram para que ele fosse excluído da partida. Adolescente se sentiu constrangido e tentou tirar satisfações na coordenação. Foi necessário muito diálogo para que houvesse uma outra partida em que ele participasse. 

 

"O juiz chegou a falar 'homem é homem e mulher é mulher'. Eu me senti muito constrangido. Quando fui para a diretoria ela me olhou e falou que não poderia fazer nada para me ajudar porque eu estava muito nervoso. Então só virou as costas e me ignorou. Só depois que eu voltei para quadra que tinham alguns professores me defendendo que resolveram fazer alguma coisa", explicou. 

 

Professores se mobilizaram para que houvesse outra partida, mas jovem relatou que houveram momentos em que outros estudantes riram e ele se sentiu exposto e humilhado. 

 

Ele estuda no Médici desde o início deste ano e cursa o 1º ano do Ensino Médio. Estudante relatou ter problemas para que seu nome social seja reconhecido e que os momentos em que é chamado pelo nome de registro são constrangedores. 

 

"Eu até cheguei a falar para uma amiga que eu não queria voltar a estudar lá no ano que vem, porque eu me sinto muito mal. Mas eu penso que também não posso dar o braço a torcer  e preciso ir atrás dos meus direitos", finalizou. 

 

Estudante registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil, que deve apurar o caso. Procurada, a Secretaria de Estado de Educação não se manifestou sobre o caso.  

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