18 PRISÕES 17.06.2026 | 07h35

redacao@gazetadigital.com.br
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Integrantes de uma facção criminosa investigada por tráfico interestadual de drogas chegaram a negociar entregas de entorpecentes no estacionamento do Fórum de Cuiabá, segundo apuração da Polícia Civil. O grupo é alvo da Operação Throw, deflagrada na manhã desta quarta-feira (17), que cumpre 18 mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão na Capital e em Várzea Grande.
Entre os episódios identificados durante a investigação, chamou a atenção dos policiais a negociação para entrega de drogas no estacionamento do Fórum de Cuiabá, local escolhido pelos criminosos para realizar uma das transações monitoradas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Danarc).
Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias de 8 pessoas físicas e 3 empresas ligadas aos investigados, além do sequestro de 5 veículos de luxo supostamente adquiridos com recursos do tráfico.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc). Os alvos respondem por tráfico de drogas, associação para o tráfico e integração de organização criminosa.
As investigações começaram em julho de 2023, após uma operação realizada em uma chácara no bairro Sol Nascente, em Cuiabá. Na ocasião, dois suspeitos foram presos e cerca de 100 quilos de maconha foram encontrados enterrados em barris plásticos nos fundos da propriedade.
A partir da apreensão, os investigadores identificaram outros integrantes da organização e descobriram um esquema estruturado de lavagem de dinheiro, que utilizava empresas de fachada e pessoas interpostas para ocultar a origem dos valores obtidos com a venda de drogas.
De acordo com a Polícia Civil, o grupo atuava no tráfico interestadual de entorpecentes, recebendo e enviando drogas para diversos estados brasileiros. As remessas semanais variavam entre 5 e 10 quilos por distribuição.
As apurações apontaram que a facção possuía uma estrutura hierárquica organizada, com lideranças responsáveis pelo comando das atividades criminosas, controle disciplinar, armamentos, logística, armazenamento, transporte e distribuição dos entorpecentes.
Ainda segundo a investigação, três empresas eram utilizadas para movimentar recursos financeiros e dissimular os lucros obtidos com o tráfico.
“O resultado representa um trabalho investigativo aprofundado, que permitiu individualizar a participação de cada investigado no tráfico interestadual de entorpecentes e na organização criminosa. A ação busca interromper a cadeia criminosa e desarticular definitivamente o grupo”, afirmou o delegado Marcelo Miranda Muniz, da Denarc.
As diligências continuam para identificar outros possíveis integrantes da organização, rastrear a movimentação financeira do grupo e reunir novos elementos para subsidiar futuras ações penais.
O nome da operação, Throw, faz referência ao termo utilizado no esporte para definir o ato de desperdiçar uma oportunidade decisiva. Segundo a Polícia Civil, a escolha simboliza a decisão dos investigados de abandonar caminhos lícitos e optar pela criminalidade.
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