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Deu em A Gazeta 29.10.2020 | 07h40

Flagrado, estuprador escolhia vítimas usando redes sociais

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Jornal A Gazeta

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Reincidente em acusação de estupro, empresário preso em flagrante na Capital estava prestes a fazer novas vítimas. Claudinei Panta da Silva, 45, usava as redes sociais de sua empresa de locação, no bairro Jardim Leblon, para atrair mulheres com ofertas de vagas de emprego. Foi denunciado por uma jovem de 18 anos e preso em flagrante na noite de terça-feira (27). Ele já responde pelo mesmo crime, quando também foi preso em 17 de setembro de 2009, em Cuiabá. Mas até agora o processo, em trâmite na 5ª Vara Criminal, não teve decisão, mesmo depois de 11 anos.

 

O acusado foi preso em sua residência, depois que a vítima chegou em prantos ao Plantão de Atendimento a Vítimas de Violência Doméstica e Sexual de Cuiabá e relatou os fatos. Claudinei também possui antecedentes por crimes patrimoniais, contra pessoa e estelionato. A delegada Jannira Laranjeira Siqueira Campos acredita que outras vítimas possam surgir a partir da prisão, já que ele usava as redes sociais para atraí-las. Através de anúncio de vaga de trabalho na empresa de locações dele, as jovens iam ao escritório e eram abusadas. Durante apuração da matéria, o Jornal A Gazeta teve acesso a conversas dele com outra jovem, que também se interessou pela oferta de emprego na página da empresa. A mulher, de 27 anos, manteve a conversa com o suposto empregador da empresa ACN Locações, via whatsapp. Na ocasião, ele dizia que tinha vínculo com uma empresa de assessoria que a jovem já conhecia. Mas o fato de ele dizer que ela receberia R$ 250 para fazer a prova para a vaga levantou suspeitas e ela preferiu não levar a proposta avante. Outro detalhe foi quando ela conversou pela página de Facebook da empresa e recebeu o número telefônico para adicionar no aplicativo e dar sequência às conversas. No perfil, aparecia a foto de um homem musculoso. Logo depois, a foto foi retirada.

 

A delegada explica que outras mulheres que sofreram abuso devem procurar o Plantão para fazer a ocorrência, ou irem diretamente à Delegacia de Defesa da Mulher da Capital, que dará sequência ao inquérito policial.

 

Em relação ao crime ocorrido em 2009, ao ser questionado pela delegada, Claudinei confirmou que realmente está parado. Segundo ele, um dos motivos foi o fato de os policiais militares que fizeram a prisão na época já não lembrarem mais dele. Quanto à prisão de terça-feira, negou os abusos, dizendo que fez o teste diante de outros funcionários.

 

No final da tarde desta quarta-feira, o acusado foi liberado em audiência de custódia.

 

‘Empregador’ faz joguinho com vítima

A vítima T.R.S., 18, viu o anúncio da vaga pelo Facebook da empresa. Mandou mensagem pelo Messenger e recebeu o telefone de contato, que adicionou e passou a manter conversa via Whatsapp. O homem, que depois soube que era Claudinei, disse que a vaga era para telefonista, atendimento e gerência e que não era necessário experiência. Ela deveria apenas levar o currículo até o endereço e mandou a localização.

 

Com uma amiga, deixou o currículo com a gerente, por volta das 16h30. Percebeu que Claudinei saiu de uma sala e apenas a observou. Ao deixar o local, ele mandou mensagem se identificando e dizendo que era o dono da empresa e que precisava muito de alguém para a vaga. Falou que a roupa dela estava inadequada e que era para ela voltar sozinha para o teste, mais tarde, e que a gerente também estaria.

 

Ela retornou às 17h30, quando ele fechava a loja. Ao perguntar da gerente, ele respondeu grosseiramente que ela já voltaria. Com as portas fechadas, passou a elogiar o potencial da jovem. Falou que viu as tatuagens na perna dela e de forma maliciosa falou que queria ver todas as tatuagens de seu corpo. Perguntou mais uma vez se ela queria mesmo o emprego. Mandou a jovem tirar a calça comprida e vestir uma camisa com a marca da empresa e desfilar. Tocou o corpo dela diversas vezes. Depois que ela começou a chorar, disse que iria fazer um jogo para ela “se soltar”. Ia fazer perguntas e a cada erro na resposta ela iria tirar uma peça de roupa. Como a jovem disse que desistia da vaga e correu para o banheiro para colocar a calça, ele argumentou dizendo que era brincadeira. O motorista de aplicativo que viu a situação dela ao embarcar no veículo a aconselhou a fazer a denúncia para evitar que o empresário fizesse novas vítimas.

 

Confira reportagem completa na edição do Jornal A Gazeta

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Comentários

Adalberto Jorge de Souza - 29/10/2020

Isso é uma vergonha para o Judiciário, pois um caso desse demorar 11 anos, é por isso que o suspeito voltar a cometer crime.

1 comentários

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