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OSSADA DE BENILDES 16.05.2019 | 14h47

Há cinco anos, família começava jornada em busca de desaparecida

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Marcus Vailiant / Reprodução

Marcus Vailiant / Reprodução

Há exatos cinco anos, no dia 16 de maio de 2014, a família de Benildes Batista de Almeida parou de ter informações sobre o seu paradeiro. O pesadelo, que se iniciou desde então, teve um fim trágico na última terça-feira (14) quando a Polícia Civil encontrou seus restos mortais enterrados na porta da casa em que ela viveu com o ex-marido, Adilson Pinto da Fonseca.

 

Ao , a irmã da vítima, Leize Fonseca, desabafou sobre o período em que a família lutou para ter notícias sobre Benildes, que foi descrita por ela como “uma mulher jovem, linda e cheia de sonhos”. 

 

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Dezembro de 2013, Benildes desembarcou em Cuiabá. Ela chegava da Áustria, onde morou por cinco anos. A viagem marcou o reencontro com os três filhos, familiares e amigos. 

 

No último almoço em família, realizado no dia 15 de maio, Leize não participou.

 

“Eu estava operada, não tinha como ir, não estava andando. Ela iria embarcar no dia 16 para a Espanha, não consegui nem me despedir”.  

 

No dia seguinte, começaram as dúvidas e incertezas. “Ninguém mais conseguiu falar com ela, tanto é que o Adilson disse que uma amiga a levou para o aeroporto. Ele já tinha matado a minha irmã, tinha premeditado todo o crime”.

 

Conforme a Polícia Civil, em depoimento, Adilson confessou ter matado a ex-esposa na noite do dia 15. Os três filhos dela estavam dormindo na casa. Após o crime, se livrou do corpo.

 

Havia uma obra, para a construção de uma fossa na porta da casa do suspeito. Foi lá que ele escondeu o corpo, para depois, ser enterrado no mesmo lugar. 

 

Cinco anos sem notícias 

 

Durante esse período, a família buscou por informações. O próprio Adilson contava que havia conversado com a ex-mulher e que ela não queria entrar em contato com parentes. 

 

“Ele dizia que falava com ela por telefone. Cada vez que dizia alguma coisa para nós afastar mais da situação. Chegou a dizer ainda que ela havia se casado e estava morando em outro país”. 

 

Leize conta que já não tinha mais esperança de ver a irmã novamente. Sentimento que só foi aumentando quando descobriram, em 2016, pela Polícia Federal que Benildes não saiu do país em 2014. 

 

Investigação

 

Depois meses após assumir o caso, o delegado Fausto Freitas, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), representou pela busca e apreensão na residência de Adilson. 

 

“Ele sempre foi um suspeito, mas não tinha nada concreto. A investigação precisa de provas e nós fomos construindo isso aos poucos”, disse o delegado. 

 

Meses antes, Adilson foi apontado como suspeito no desaparecimento de outra mulher, com quem também teve um relacionamento. 

 

Talissa de Oliveira Ormond, de 22 anos, que desapareceu no dia 04 de julho de 2013, após sair do trabalho. Os restos mortais dela também foram encontrados na residência. 

 

“Ele era suspeito nos dois casos e entendemos que a busca e apreensão poderia render algo. A gente esperava encontrar um corpo na residência, mas encontramos os dois”.

 

Adilson teve a prisão preventiva decretada no começo desta semana, após uma audiência de custódia.

 

Ele vai responder pelo crime de homicídio e ocultação de cadáver.

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