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dois presos 12.02.2020 | 18h16

Inquérito aponta que advogado morreu por reagir a roubo de moto

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A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá prendeu duas pessoas suspeitas pelo homicídio que vitimou o advogado Evandro Morales Fernandes, ocorrido em 18 de fevereiro de 2018, na Capital. A arma utilizada no crime também foi apreendida. Os mandados de prisões, deferidos pelo juiz Flávio Miraglia, da 12ª Vara Criminal, foram cumpridos em Cáceres e Várzea Grande na tarde desta terça-feira (11).

 

O delegado Marcel Gomes de Oliveira, que preside o inquérito, realizou acareações entre os suspeitos e também oitivas de testemunhas identificadas nas investigações. O delegado concluiu que a morte teve como motivação o roubo da motocicleta que os suspeitos tentaram levar da vítima, que reagiu à investida criminosa e foi morta.

 

A arma utilizada no crime, um revólver calibre 38 localizado durante as diligências, foi roubada de uma empresa de segurança do estado de Goiás, em 2013. O confronto balístico realizado pela perícia Politec, com os projéteis extraídos do corpo da vítima, confirmou se tratar da arma usada para praticar o roubo seguido de morte.

 

Com a localização da arma, as investigações caminharam para a identificação dos suspeitos, que foram presos nas cidades de Cáceres e Várzea Grande. Em depoimento, eles afirmaram integrar um grupo criminoso especializado em delitos patrimoniais, sendo responsável pela prática de, em média, 15 roubos por dia a pessoas, residências e comércio na cidade, atuando com equipes definidas a quem cabiam praticar um número determinado de crimes.

 

Denúncias, testemunhas e imagens coletadas ao longo da investigação demandaram um trabalho complexo para reunir evidências que levassem à identificação dos suspeitos. “Com técnicas investigativas conseguimos chegar à localização da arma, o que possibilitou nos levar aos suspeitos. A arma havia sido apreendida com os suspeitos dois dias após o latrocínio, em outra situação criminosa”, explicou o delegado Marcel Oliveira.

 

“O que podemos afirmar é que os suspeitos são pessoas voltadas à prática reiterada de crimes patrimoniais. E com a prisão damos uma resposta aos familiares da vítima e à sociedade”, acrescentou o presidente do inquérito.

 

Informações coletadas no inquérito da DHPP poderão colaborar com outras investigações que estejam em andamento de unidades especializadas que apuram delitos patrimoniais.

 

Um dos suspeitos responde a duas tentativas de homicídios praticadas em Cáceres.

 

Crime

O advogado de 41 anos também atuava como professor na rede municipal de educação de Várzea Grande. Ele foi encontrado morto, com marcas de tiros, ao lado de sua motocicleta na noite de 18 de fevereiro, próximo ao Parque Zê Bôlo Flor, em Cuiabá.

 

Conforme familiares relataram à polícia, a vítima teria saído de sua residência, no bairro Jardim Gramado, na região do parque, para ir à residência de um compadre, quando foi abordado por duas pessoas em uma motocicleta, que efetuaram os tiros.

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