suspeitos foragidos 29.06.2026 | 16h29

laisa@gazetadigital
Reprodução
A aplicadora de piercings, Brenda, desabafou em suas redes sociais após seu irmão, o tatuador Leandro Perboni, ser morto a tiros no último sábado (27). Ela afirma que Lia, como era conhecido, tinha um grande coração e que, mesmo depois de alguns anos afastados, ambos tinham se aproximado recentemente, o que lhe causou ainda mais dor.
“O Lia foi gigante no que realmente importa: no amor. Tinha um coração que sempre encontrava espaço para ajudar quem precisava, fazia a alegria de tantas crianças todos os anos, amava os filhos com toda a força da sua alma e cuidava da nossa mãe com um carinho que jamais será esquecido”, escreveu no post.
O crime aconteceu dentro do estúdio de tatuagem da vítima, que funcionava nos fundos de sua própria residência, no bairro Boa Esperança I, em Sorriso (a 420 km ao norte de Cuiabá). Leandro foi morto com cerca de 10 tiros, e os três suspeitos do crime permanecem foragidos.
A body piercer escreveu também que a saudade do irmão parece “impossível de suportar” e destacou que prefere relembrar os bons momentos vividos ao lado dele.
“Hoje meu coração sangra. Há perguntas que talvez nunca encontrem resposta nesta terra. Mas eu escolho lembrar da Palavra de Deus, que diz que ‘preciosos aos olhos do Senhor são os seus filhos’. E creio que nenhum gesto de amor, nenhuma lágrima, nenhum abraço e nenhuma boa obra feita pela Lia foram esquecidos diante do Pai. Você continuará vivendo em cada lembrança no coração dos seus filhos, da nossa mãe e de todos que tiveram o privilégio de conhecer o tamanho do seu coração. Eu te amo para sempre, meu irmão”, concluiu Brenda.
O caso
De acordo com a Polícia Militar, uma equipe foi acionada durante a tarde de sábado após relatos de disparos de arma de fogo na residência da vítima. Segundo o boletim de ocorrência, um segundo homem, de 34 anos, que estava com Leandro no momento do ataque, também foi baleado no abdômen, mas não corre risco de morte.
As investigações preliminares apontam que a morte do tatuador pode ter sido determinada por um “Tribunal do Crime” por meio de uma chamada de vídeo. Conforme o relato de testemunhas, três homens armados chegaram ao estúdio, renderam o tatuador e iniciaram a ligação para receber as ordens.
Em seguida, os criminosos arrastaram Leandro até a área externa da casa e efetuaram os disparos. A segunda vítima foi atingida por um tiro durante a execução do tatuador. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
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