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DEU EM A GAZETA 12.05.2026 | 06h37

'Lista das mais estupráveis'; suspeito alega invasão de suas redes sociais

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Luiz Leite

Luiz Leite

Acadêmico de direito investigado por criar a lista das estudantes mais estupráveis da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) se diz vítima da situação e registra boletim de ocorrência afirmando que teve suas redes sociais invadidas e fotos e conversas divulgadas sem sua autorização e fora de contexto. O estudante, de 18 anos, foi suspenso preventivamente pela direção do curso na quarta-feira (6), depois que o fato ganhou destaque na imprensa. O boletim foi registrado por ele na Delegacia Especializada de Crimes Informáticos (DRCI), no final do mês de abril. Mas, conforme a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, tal justificativa não impede a investigação de outros crimes praticados por ele.

 

A investigação da Polícia Civil iniciou na última quinta-feira (7), depois que um professor da UFMT procurou a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) da Capital relatando a suposta divulgação de uma lista de estudantes mais estupráveis. Conforme a delegada Liliane Diogo, titular da unidade especializada, a apuração dos fatos está em andamento e mais informações não serão passadas no momento para não atrapalhar a investigação.

 

O Ministério Público Estadual (MPE) aguarda o envio de documentos solicitados ao Centro Acadêmico do curso de Direito e à reitoria da UFMT para pedir a instauração de um inquérito policial. Conforme Claire Vogel, que atua junto a 15ª Promotoria Criminal de Cuiabá de Violência Doméstica e Familiar, a justificativa do estudante de que teve o celular invadido não o exime de outros crimes.

 

Cita que um pedido de busca e apreensão para análise do aparelho celular dele possibilitaria acesso ao material produzido. Enfatiza, no entanto, a gravidade do crime e a necessidade urgente de investigação e responsabilização dos envolvidos.

 

O Ministério Público irá cobrar a apuração. Informalmente soube que a direção da UFMT estaria tentando abafar o caso, inclusive tentando desestimular mulheres que se sentiram ameaçadas ou intimidadas a denunciarem os fatos e punição dos autores, relata Claire Vogel.

 

O acadêmico suspenso investigado pela divulgação de conteúdos com ameaça ou conotação de violência sexual, pode responder pela ação enquadrada em crimes como ameaça, perseguição (stalking), importunação sexual e violência psicológica.

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