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SANGUE NA TESTA 06.08.2020 | 13h59

Médico diz não ter como saber se corpo de Isabele foi arrastado no banheiro

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Pablo Rodrigo e Yuri Ramires

redacao@gazetadigital.com.br

Reprodução/Montagem

Reprodução/Montagem

Médico Manoel Garibaldi Cavalcanti Mello Filho, em depoimento à Delegacia Especializada do Adolescente (DEA), contou que ao chegar à casa de Marcelo Cestari, o encontrou fazendo massagem cardíaca em Isabele Guimarães Ramos, 14, enquanto falava com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) pelo celular. A menina já estava sem vida quando ele chegou. Disse ainda não ter visto sinais de que o corpo possa ter sido arrastado ou retirado do lugar. 

 

Na noite da morte da adolescente Bel, como é conhecida pelas amigas, Manoel estava em casa assistindo o filme – não soube dizer o horário, quando ouviu batidas desesperadas na porta. “Que o declarante foi atender e eram duas adolescentes, não sabendo dizer o nome delas e nem sabia que elas tinham parentesco com Marcelo Cestari”, conta.

 

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Segundo ele, as meninas disseram: “tio, tio, nos acuda. Socorro. Foi um tiro lá em casa”. O médico entrou no carro em que as menores estavam, dirigido pela esposa de Cestari. Junto com ele foi uma amiga que estava em sua casa no momento em que ele foi chamado. Ela também é profissional da saúde.

 

Já no local do crime, foi levado para o andar superior, onde viu Cestari fazendo massagem cardíaca no corpo de Isabele. “Falando ao mesmo tempo com o Samu pelo celular. Que quando Marcelo viu a pessoa do declarante, se afastou para que o mesmo fizesse os primeiros socorros ou primeiro atendimento”.

 

O médico conta que Bel estava caída no banheiro, com a cabeça para dentro do box. Essa cena foi relatada por diversas testemunhas ouvidas e que estiveram na casa. “Havia atrás da cabeça da vítima uma poça de sangue e uma mancha de sangue na testa do lado direito; que o declarante até pensou que esta mancha na testa do lado direito teria sido o local de entrada do projétil”.

 

Ao continuar os primeiros socorros, o médico observou que Isabele já estava sem vida, sem pulso. “Não respirava, as mãos estavam roxas e declarou para o Marcelo que ela estava em óbito. Que nesse exato momento chega o Samu”.

 

Bolsa pequena ao lado do corpo

Segundo a testemunha, assim que os médicos do Samu decretaram a morte da menina, um deles perguntou se havia algum celular por perto. A amiga do médico viu uma bolsa pequena ao lado do corpo e abriu.

 

“Que se encontrava dentro desta bolsa um pequeno frasco branco, não sabendo precisar o que era, que após verificar o que era, foi deixado próximo ao corpo”. Ao perceber que já não tinha o que fazer no local, “desceu e na sala estava Gaby Cestari sentada em um lado da mesa. Marcelo veio conversar com o declarante, informando que a arma não era dele, que era de outra pessoa. [...] Que o declarante não viu nenhuma arma na casa e que após uma breve conversa com Marcelo, a mãe da vítima chegou e Marcelo logo informa que a filha dela estava morta”.

 

Marcelo teria pedido ainda para Manoel ajudar a mãe de Bel, mas sem ter condições de passar um remédio, “o declarante optou em passar a responsabilidade para o Samu, pois eles teriam melhores condições de atendê-la”. Ele afirma ainda que não viu massa encefálica no box do banheiro. “Somente sangue”.

 

Também destacou que não havia manchas de sangue fora do banheiro na escada ou em outro cômodo. “Somente havia sangue no banheiro; não notou no banheiro nenhum sinal de arrastamento do corpo ou que o mesmo tivesse sido retirado do lugar, que não é perito, mas não notou alterações do local”.

 

Depois disso, afirma ter ido embora da casa de Marcelo e que nunca mais falou com ele, acompanhando o caso apenas pela imprensa.

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