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Fazia de propósito 29.08.2019 | 19h43

'Me chamaram de louca', diz vítima de homem que transmitia HIV

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Uma das vítimas de Haroldo Duarte Silveira, 32, que foi preso por transmitir o vírus HIV para 4 mulheres com quem se relacionou, falou ao sobre a investigação que teve que fazer sozinha para conseguir deter o suspeito. P.S., que prefere não se identificar por medo de represálias, se sente aliviada por poder reunir mais vítimas e ajudar mais mulheres.

 

Ao menos cinco mulheres, com idade entre 25 e 32 anos, foram infectadas pelo suspeito que tem o vírus HIV há mais de 10 anos e nunca se comprometeu a fazer o tratamento, além de transmitir o vírus propositalmente. Após o registro da denúncia, P.S. afirma que outras potenciais vítimas estão se abrindo e fazendo boletins de ocorrência.

 

Leia também - Homem é preso suspeito de transmitir Aids para 4 mulheres

 

P.S. conta que foi a primeira a denunciar, mas não a primeira vítima. Ela, que teve um relacionamento com Haroldo Duarte em 2017, descobriu que tinha o vírus em fevereiro do ano passado. Durante consulta na ginecologista – ela usa o dispositivo intrauterino (DIU) -, a mulher disse que tinha com frequência sintomas como perda de cabelo, diarreia, vômito e dores no corpo.

 

Após realizar três exames, foi confirmado que ela era soropositiva. P.S. resolveu contar para o suspeito, que passou a acusa-la de ter transmitido o vírus para ele. “Fui contar pra ele, e ele me falou uma frase que nunca esqueci: ele virou e disse ‘é por isso que o Bin Laden explode gente’. Ele tentou jogar como se eu tivesse passado pra ele, tentou inverter a situação. Até então na minha cabeça, eu não sabia que ele tinha há tanto tempo”, disse.

 

Ela descobriu que ele tinha o vírus quando o encontrou acidentalmente na recepção do Serviço de Atendimento Especializado (SAE), onde fazia tratamento. Além disso, ele passou a recusar usar preservativo nas relações sexuais, indicando que já tinha o HIV.

 

Além das acusações, o relacionamento se tornou abusivo a ponto de P.S. começar a ter problemas psicológicos e fazer uso de medicamentos. Entretanto, a mulher iniciou o tratamento – atualmente ela está indetectável para o vírus -, enquanto Haroldo não fazia questão.

 

Quando decidiu terminar com o homem, foi novamente ameaçada. Ela acabou descobrindo que ele também ficava com outra mulher, que espera um filho dele atualmente.

 

P.S. então decidiu investigar por conta própria, e descobriu outras vítimas de Haroldo. “Antes de chegar na delegacia, muita gente me chamou de louca. Falaram que eu não ia dar conta. Então eu fui investigar primeiro, pra chegar na delegacia com todas as informações possíveis”, relembra.

 

Três vítimas foram com ela na Delegacia Especializada da Mulher, sendo que duas, com receio, iriam apenas como testemunhas. Entretanto, na hora de lavrar o boletim de ocorrência, as quatro decidiram se unir para denunciá-lo.

 

Ela se sente contente pela união, porque quando começaram as investigações, todos duvidaram dela. Agora, P.S. quer alertar outras mulheres. “Quando cheguei lá (no SAE), parecia final da copa do mundo. Todo mundo me abraçando, comemorando. Porque foram as únicas pessoas que acreditaram em mim, e ninguém tinha feito isso”.

 

Ela parabeniza ainda a atuação da Delegacia Especializada da Mulher. O caso foi registrado como feminicídio.

 

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