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CORPO FOI QUEIMADO 02.06.2026 | 09h18

Mulher morta em VG tinha facadas na cabeça e no pescoço

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Alexandre Ferreira/CadeiaNeles

Alexandre Ferreira/CadeiaNeles

Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) segue investigando a morte de uma mulher em Várzea Grande. Ela foi encontrada parcialmente carbonizada em um terreno baldio, na manhã de segunda-feira (1). Polícia apontou ainda que o corpo tinha sinais de facadas na cabeça, queixo e pescoço. A identidade dela ainda não foi confirmada. 

 

A principal linha de investigação aponta para um possível feminicídio. Segundo a delegada responsável pelo caso, Jéssica Assis, equipes policiais analisam imagens de câmeras de segurança e outros elementos de informação coletados durante as diligências.

 

No local do crime, foi encontrada uma bolsa aparentemente vazia e sem documentos que pudessem auxiliar na identificação da mulher."Trata-se de um provável feminicídio. O corpo foi queimado e a vítima estava desnuda. Ainda não conseguimos confirmar a identidade dela", afirmou.

 

As imagens obtidas pela investigação indicam que a vítima e o suspeito possivelmente se conheciam. Conforme a delegada, as gravações mostram os dois caminhando pela rua e discutindo antes do crime.

 

"Pelas filmagens, é possível perceber que há uma discussão acirrada entre eles. Não parece se tratar de uma abordagem entre desconhecidos", explicou.

 

Reprodução

Feminicídio - VG

 

 

De forma preliminar, ainda na cena do crime, peritos identificaram ferimentos provocados por arma branca na região da cabeça, do queixo e do pescoço. No entanto, a polícia aguarda os resultados dos exames periciais para confirmar se houve outros tipos de violência, como agressões adicionais ou eventual violência sexual.

 

A suspeita é de que o crime tenha ocorrido durante a madrugada. Câmeras de segurança mostram a vítima na companhia do suspeito por volta das 2h40. Porém, o fogo só foi percebido no começo da manhã, por isso, a polícia acha que o corpo teria sido incendiado por volta das 5h. 

 

Uma das hipóteses apuradas é que o suspeito tenha permanecido com a vítima por algumas horas após o assassinato e, posteriormente, ateado fogo ao corpo na tentativa de dificultar a identificação e ocultar vestígios do crime.

 

Outra possibilidade é que ele tenha deixado o local e retornado mais tarde para incendiar o cadáver."É isso que estamos tentando entender. Precisamos analisar as imagens na íntegra para esclarecer a dinâmica dos fatos", disse a delegada.

 

As investigações seguem para identificar a vítima, localizar o suspeito e esclarecer as circunstâncias do crime.

 

*Colaborou Alexandre Ferreira, do Cadeia Neles. 

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