Publicidade

Cuiabá, Sábado 19/10/2019

Polícia - A | + A

PRISÃO REVOGADA 15.09.2019 | 17h54

"Não quero ser injusto porque sei o quanto dói", afirma PM

Facebook Print google plus

Marcus Vaillant/A Gazeta

Marcus Vaillant/A Gazeta

“Não quero acusar ninguém para não correr risco de cometer injustiça, porque sei o quanto dói”, declarou o tenente-coronel Marcos Paccola, que teve a prisão preventiva revogada na sexta-feira (13). O militar foi detido no domingo (8) acusado de obstrução da Justiça em uma investigação sobre fraudes no sistema de registro de armas.

 

Leia também - Juiz revoga prisão preventiva de tenente-militar Paccola

 

Ao , Paccola disse que não pretende tomar nenhuma providência quanto à prisão. Que confia na Justiça e ficou aliviado de não ter que requerer Habeas Corpus, pois o Ministério Público Estadual (MPE) foi favorável ao pedido de revogação de prisão, acolhido pelo juiz João Bosco Soares da Silva, da 10ª Vara Criminal.

 

De acordo com o pedido do Ministério Público Estadual (MPE), a prisão do militar é justifica por fato novo, após a deflagração da Operação Coverage, da qual é um dos alvos, mas se livrou da prisão por força de salvo conduto obtido na madrugada antes da operação ocorrer.

 

Segundo o MPE, no dia 21 de agosto, data da Operação, Paccola teria acessado o sistema e alterado o registro de uma arma.
A defesa alegou que nesse dia ele estava em Sinop (500 km de Cuiabá) ministrando curso para membros do Tribunal de Justiça da cidade e não poderia ter acessado o sistema.

 

“Eu só quero voltar para a minha família. Depois eu vou pensar no que fazer. Não vou correr o risco de cometer qualquer tipo de injustiça, porque eu sei o quanto ela dói. Não dizer que desconfio de alguma coisa porque eu estaria sendo injusto”, afirmou.

 

Paccola disse ainda que o login de acesso ao sistema atribuído a ele nem existe mais e que não poderia estar em dois lugares ao mesmo tempo.

 

“Quando saí de lá, cancelaram o meu login. Não tinha nem como eu acessar o sistema com o meu login porque já tinha sido cancelado. Ficamos surpresos, mas tudo vai se esclarecer”, pontua.

 

“Não quero vingança. Só quero que as coisas se esclareçam, para que a sociedade e todo mundo saiba a verdade dos fatos”, enfatizou o coronel que foi solto ainda na sexta-feira.

 

Denúncia
Cinco oficiais da Polícia Militar foram denunciados pelo Ministério Público do Estado (MPE) no dia 5 de setembro pelos crimes de organização criminosa, embaraço de investigação em três inquéritos, falsidade ideológica, fraude processual e inserção de dados falsos em sistema de informações. Além da condenação pelos crimes praticados, o Ministério Público requereu que, ao final da ação penal, seja decretada a perda definitiva do cargo público dos cinco réus.

Consta na denúncia que os oficiais militares utilizaram-se de seus cargos e funções de relevância para fomentar esquema criminoso voltado à adulteração de registros de armas de fogo, mediante falsificação documental e inserção de dados falsos em sistema informatizado da Superintendência de Apoio Logístico e Patrimônio da Polícia Militar.

Uma das armas de fogo que teve o registro adulterado, adquirida por um dos denunciados, segundo o MPE, teve como objetivo ocultar a autoria de 7 homicídios, sendo 4 tentados e 3 consumados, ocorridos entre os anos de 2015 e 2016, praticados pelo grupo criminoso conhecido como “Mercenários”.

Os promotores de Justiça também apresentam a correlação das ações ilícitas dos denunciados com as investigações da Operação Assepsia, a partir da análise dos dados extraídos do aparelho celular do 2º tenente da PM, Cleber de Souza Ferreira, apreendido durante o cumprimento de buscas e apreensões realizadas no âmbito da referida operação.

Segundo o MPE, em uma das conversas por WhatsApp do militar com a sua namorada, ele manifesta preocupação em resolver duas ocorrências relacionadas à apreensão de uma arma e de 86 celulares apreendidos e escondidos em um freezer localizado no interior da Penitenciária Central do Estado.

Na denúncia, que tem 74 páginas, o Ministério Público discorre sobre 7 fatos envolvendo os oficiais da PM e comprovam a ocorrência dos crimes praticados. A ação penal tramita na 11ª Vara Criminal de Cuiabá

Voltar Imprimir

Publicidade

Comentários

Jornal do Meio Dia - JM

Jornal do Meio Dia - JM

GD

GD

Enquete

O governo tem um ministro condenado, três denunciados e dois investigados. Está na hora de fazer trocas?

Parcial

Edição digital

Sábado, 19/10/2019

imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
imagem

Publicidade

btn-4

Indicadores

Milho Disponível R$ 21,10 0,96%

Algodão R$ 92,83 0,98%

Boi a Vista R$ 137,40 -0,29%

Soja Disponível R$ 66,00 -0,30%

Publicidade

Classi fácil
btn-loja-virtual

Publicidade

Mais lidas

Publicidade

O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados, Gráfica Millenium e o Portal Gazeta Digital.

Copyright© 2019 - Gazeta Digital - Todos os direitos reservados Logo Trinix Internet

É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.