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VÍTIMAS NO RIO GRANDE DO SUL 09.06.2026 | 07h41

Operação contra golpe do falso executivo cumpre 16 prisões em Mato Grosso; saiba

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A Polícia Civil de Mato Grosso cumpre, na manhã desta terça-feira (9), 48 ordens judiciais contra integrantes de uma organização criminosa especializada em estelionatos eletrônicos. A ação faz parte da Operação Interface, deflagrada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul para desarticular um esquema conhecido como golpe do “Falso Executivo”.

 

Em Mato Grosso, são cumpridos 32 mandados de busca e apreensão e 16 mandados de prisão nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande. Os trabalhos são coordenados pela Delegacia Especializada de Estelionato da Capital.

 

Ao todo, a operação cumpre 87 ordens judiciais nos estados de Mato Grosso e Rio Grande do Norte, sendo 60 mandados de busca e apreensão e 27 mandados de prisão. A Justiça também determinou o bloqueio de contas bancárias ligadas aos investigados.

 

As investigações tiveram início após uma empresa do setor industrial do Rio Grande do Sul registrar prejuízo superior a R$ 193 mil em razão de um golpe aplicado por criminosos que se passaram por executivos da companhia.

 

Segundo a apuração, os suspeitos utilizavam aplicativos de mensagens para entrar em contato com funcionários do setor financeiro das empresas, utilizando fotos e informações reais de diretores para transmitir credibilidade. Convencidas da autenticidade das solicitações, as vítimas realizavam transferências para contas controladas pela organização.

 

A fraude que deu origem à investigação ocorreu em 2025, quando uma assistente financeira efetuou diversos pagamentos acreditando cumprir determinações do presidente da empresa. A irregularidade só foi percebida dias depois, quando ela constatou que o número utilizado pelos criminosos não pertencia ao executivo.

 

As diligências apontaram que parte da estrutura criminosa atuava em Mato Grosso, especialmente na região de Cuiabá. Após o recebimento dos valores, o dinheiro era rapidamente pulverizado para dezenas de contas bancárias em diferentes estados, estratégia utilizada para dificultar o rastreamento dos recursos e a recuperação dos valores.

 

De acordo com a Polícia Civil, o grupo possuía uma divisão de funções bem definida. Entre os integrantes estavam os chamados “conteiros”, responsáveis por disponibilizar contas bancárias para receber o dinheiro das fraudes; os “tripeiros”, encarregados de recrutar esses titulares de contas; além dos gerentes e articuladores do esquema.

 

As investigações identificaram ainda o executor e o mentor do golpe, ambos com histórico criminal relacionado a fraudes semelhantes.

 

O cumprimento das ordens judiciais conta com apoio de equipes da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos (Derfva) e da 2ª Delegacia de Polícia de Cuiabá.

 

A operação integra as ações da Operação Pharus, estratégia da Polícia Civil de Mato Grosso voltada ao combate de organizações criminosas e fraudes eletrônicas em todo o estado.

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