DRONE USADO NO ESQUEMA 26.02.2026 | 07h36

redacao@gazetadigital.com.br
Divulgação
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (26), a Operação Tartufo, com o objetivo de cumprir mandados judiciais contra integrantes de uma facção criminosa envolvidos no comércio ilegal de armas e na entrada clandestina de celulares em presídios do estado.
A ação é resultado de investigação da Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (Denarc), que durou mais de dois anos e levou ao cumprimento de oito mandados judiciais, sendo 3 de prisão preventiva e 5 de busca e apreensão em Cuiabá e Várzea Grande.
De acordo com o delegado Marcelo Miranda Muniz, responsável pelo caso, o grupo mantinha uma estrutura organizada, com divisão de tarefas, para atuar tanto fora quanto dentro do sistema prisional.
O principal alvo era o responsável pela compra e venda de armas, incluindo pistolas e espingardas, além de comandar a entrada de celulares na Penitenciária Central do Estado (PCE).
Outro investigado fazia o transporte e a ocultação dos aparelhos eletrônicos, enquanto um terceiro, mesmo preso, exercia função de liderança dentro da unidade prisional.
Durante as investigações, a polícia identificou o uso de um drone não registrado na Anac, equipado com uma garra mecânica, que realizou ao menos 67 voos sobre a PCE e a Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, coincidindo com horários de apreensão de celulares e outros itens ilegais.
“O trabalho é resultado de uma apuração criteriosa, com uso de tecnologia e análise de dados, que permitiu identificar um grupo que operava de forma discreta e articulada”, destacou o delegado Muniz.
As ordens de prisão foram decretadas pela Justiça com base na garantia da ordem pública e no risco à instrução criminal. O Ministério Público de Mato Grosso se manifestou favoravelmente às medidas.
A operação contou com apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE). Os suspeitos responderão pelos crimes de comércio ilegal de arma de fogo, introdução de telefone em unidade prisional e organização criminosa.
O nome da operação
Tartufo, que em italiano significa “aquilo que está escondido sob a terra”, foi escolhido por representar a forma silenciosa e oculta como o grupo agia, usando linguagem codificada, veículos adaptados e drones noturnos para evitar a detecção policial.
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