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segurança 01.01.2020 | 13h44

Operação na PCE reduz criminalidade e gera economia de mais de R$ 4 mi

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João Vieira

João Vieira

Um marco das ações da Segurança Pública em 2019 foi a operação Elisson Douglas, realizada na Penitenciária Central do Estado (PCE). Setores de inteligência de todas as forças policiais de Mato Grosso apontavam que a comunicação externa e consequente orientação das ações criminosas fora do cárcere por lideranças de facção criminosa era um dos grandes problemas que precisavam ser sanados.

 

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Dentre os gargalos, estavam o desperdício de alimentação paga pelo Estado, as tomadas dentro das celas e a circulação de dinheiro em espécie. A operação visou ainda melhorar o atendimento aos advogados e defensores públicos, impedir a entrada de celulares e drogas por meio de drones, impossibilitar comunicação externa e interna entre os raios e celas, dentre outros.

 

Após 4 meses de operação, houve redução dos índices de criminalidade em todo Estado, especialmente os roubos que ajudam a financiar a facção criminosa, além dos golpes aplicados por meio de sites de anúncio de compra e venda, como foram apontados pelas centenas de cadernos recolhidos durante a operação iniciada no dia 12 de agosto de 2019.

 

“A gente conseguiu organizar o presídio. Estava muito bagunçado, sem liderança, precisávamos higienizar as celas, tiramos muito lixo e organizamos de acordo com a Lei de Execução Penal (LEP). Essa organização fez bem aos reeducandos e à sociedade”, destacou o secretário de Estado de Segurança Pública, Alexandre Bustamante.

 

Economia aos cofres públicos

A economia aos cofres públicos também foi sentida nos meses seguintes. Sem tomadas dentro das celas para ligar eletrodomésticos e celulares, a contenção média é de R$ 20 mil mensais e projeção de R$ 240 mil ao ano.

 

A nova direção da unidade percebeu que havia desperdício de alimentação servida pelo Estado. Por dia, cerca de 10 tambores de 200 litros com refeição em condições de consumo eram jogados no lixo ou doados para criadores de porcos.

 

Levando em conta que a empresa fornecedora recebe aproximadamente do Estado o valor de R$ 7,50 por quilo de refeição, antes da operação na PCE a média de desperdício era de R$ 4 milhões anuais.

 

Com as mudanças na quantidade de comida que pode ingressar na unidade, o fim dos mercadinhos paralelos das facções criminosas e o fim da circulação de dinheiro na unidade, os recuperandos passaram a consumir mais a alimentação fornecida pelo Estado. Desta forma, o desperdício caiu pela metade.

 

Disciplina e organização

Em agosto, durante a operação, os agentes flagraram drones sobrevoando a unidade e descendo pacotes embrulhados nas grades dos tetos dos raios 1, 2, 3, 4 e 5. Diante disso, foram instaladas telas de arame para impedir que os objetos cheguem aos reeducandos.

 

Também foram instaladas portas em frente aos corredores principais de cada raio, bem como janelas para visualizar toda movimentação dentro dos raios.

 

Outra mudança importante foi em relação aos parlatórios. Havia um gargalo de insegurança e logística no atendimento aos advogados e defensores públicos. Nos raios 1, 2, 3 e 4 era um único parlatório e um no raio 5. Agora foi fracionado e os raios 1 e 2 estão com parlatório exclusivo e os raios 3 e 4 também. O raio 5 tem dois parlatórios. Com isso, o fluxo de reeducandos para audiências com a defesa melhorou e impede que os presos se comuniquem entre si.

 

Para que os avanços na segurança da unidade continuem, o Grupo de Intervenção Rápida (GIR) terá uma sede fixa dentro da Penitenciária Central para constante treinamento e aperfeiçoamento das técnicas de intervenção em recinto fechado, escolta, emboscada e contraemboscada e para qualificar os agentes penitenciários de outras unidades da capital.

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