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Cuiabá, Quarta-feira 21/01/2026

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JUNTO COM O COMPARSA 21.01.2026 | 11h45

Padrasto é preso por planejar sequestro e abuso de menor na saída da escola

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Jornal A Gazeta

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A Polícia Civil esclareceu, nesta segunda-feira (21), o caso do suposto sequestro de uma adolescente de 13 anos, registrado em novembro de 2023, na saída de uma escola em Cuiabá. As investigações da Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica) apontaram que o crime foi forjado pelo ex-padrasto da vítima, de 60 anos, com ajuda de um comparsa de 33 anos.

 

Os dois suspeitos tiveram mandados de prisão preventiva decretados pela Justiça e devem responder por sequestro, cárcere privado e estupro de vulnerável.

 

O ex-padrasto também vai responder por denunciação caluniosa, já que chegou a registrar boletim de ocorrência se passando por vítima.

 

Farsa descoberta

As investigações começaram no dia 10 de novembro, quando o homem procurou a Polícia Civil relatando que ele e a enteada haviam sido sequestrados. Reportagem do noticiou que o crime teria ocorrido por volta das 12h15, em uma escola particular do bairro Cidade Alta. 

 

Segundo sua versão, ele teria sido abordado por um homem encapuzado ao buscar a adolescente na escola e obrigado a dirigir até um motel.

 

No local, afirmou ter permanecido no carro enquanto outros criminosos levaram a menina para um quarto, onde teriam ocorrido os abusos.

 

A história, no entanto, não se sustentou. Com o avanço das apurações, a equipe da Deddica descobriu que o ex-padrasto havia planejado o crime e contratado um cúmplice por meio de um site de relacionamentos. Ele teria oferecido R$ 1 mil para que o homem simulasse o sequestro.

 

Durante as diligências, os investigadores identificaram que o suspeito comprou vendas, algemas e balaclavas usadas na ação.

 

Prisões e confissões

Com base nas provas reunidas, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva dos dois suspeitos, cumprida na tarde de terça-feira (20), sob coordenação do delegado César Ferreira.

 

Em depoimento, o ex-padrasto confessou ter armado a simulação para “dar um susto” na enteada, que, segundo ele, estaria “muito desobediente”. O comparsa confirmou a versão, alegando que a intenção inicial seria apenas assustar a adolescente e liberá-la em seguida, o que não aconteceu. 

 

De acordo com o delegado, as investigações mostraram que apenas os dois homens participaram do crime, de forma combinada e articulada.

 

“Apesar de na primeira versão parecer que havia mais pessoas envolvidas, os levantamentos confirmaram que somente eles planejaram e executaram o sequestro e o cárcere da menor”, explicou o delegado César Ferreira.

 

As investigações continuam para esclarecer todos os detalhes do caso e concluir o inquérito policial.

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