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'AÍ TOMOU' 12.08.2020 | 08h40

Pelo Whats, namorado de investigada explica morte de Isabele ao irmão e apaga conversa

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Pablo Rodrigo e Yuri Ramires

redacao@gazetadigital.com.br

João Vieira/Reprodução

João Vieira/Reprodução

Atualizada às 13h18 - Nota divulgação pela Politec afirma que não fez perícia em celulares relacionados ao caso Isabele. 

 

Atualizada às 10h36 - O adolescente de 16 anos, namorado da acusada de matar Isabele Ramos, 14, apagou mensagens que trocou por WhatsApp com seu irmão, onde falava sobre o crime. Trecho obtido pelo mostra que o diálogo começa ainda na noite do crime: “a guria mo…”, “não tô entendendo nada”, diz ele por volta das 22h35. Isabele foi morta em 12 de julho, quando estava na casa de uma amiga, no condomínio Alphaville, atingida por um disparo no nariz. 

 

 

"(...) é possível observar que, possivelmente, ******** explica algo acerca do fato ocorrido, no entanto, ele solicita que seu irmão apague as conversas, o que foi atendido. Cabe ressaltar, que não foi possível a recuperação/restauração das mensagens em questão”, diz trecho do laudo do celular obtido pela reportagem do . O nome do menor não será divulgado, com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

 

Já as 22h37, o irmão dele responde: “Que guria mano. N comento com ngm. Que guria mano?”. O irmão mais velho pede para que o menor tire print das conversas importantes. “Pq todo mundo vai querer colocar a culpa em vc. N deixa isso acontecer”, diz as mensagens enviadas 00h42 já na madrugada após o crime.

 

Por volta das 11h41 de 14 de julho, o menor apaga uma série de mensagens enviadas para o irmão, que respondeu “Aí tomo”, às 11h45. Depois disso, as trocas de mensagens entre às 11h46 e 11h54 foram apagadas. A última mensagem é do menor, que pede mais uma vez “apaga aí”.

 

“No dia 14 de julho, às 11h41, ******* envia várias mensagens ao irmão e as apaga logo depois. ****** segue o pedido do irmão e apaga as mensagens, deixando apenas uma mensagem escrita às 11h45, onde o mesmo escreve o termo ‘Aí tomo’”, diz trecho do documento.

 

A conclusão do laudo deixa claro que o menor não estava no local do crime conforme o seu depoimento.

 

Horários

Mensagem enviada pelo namorada da investigada mostra que Isabele pode ter sido baleada alguns minutos após ele deixar o local. Consta que, na linha do tempo apresentada pela defesa da família Cestari, Ulisses Rabaneda, que o menor de 16 anos deixou a casa por volta das 21h59.

 

Nas câmeras de segurança da casa, imagens mostram o momento em que a investigada se despede dele, responsável por levar as duas armas de fogo no local no dia da tragédia. Às 22h01, a mãe da investigada abre a porta da casa de forma desesperada e vai até a casa da mãe de Isabele. Esse é o mesmo horário que mostra o menor deixando o condomínio.

 

Nas mensagens enviadas para o irmão, por volta das 22h35, o namorado da investigada já narra que o crime teria acontecido. Antes disso, às 22h02, o pai da investigada liga para o Samu, um minuto depois, 22h03, a irmã dela é quem liga e comunica o tiro acidental. Já nas imagens da portaria, o Samu só entra no condomínio às 22h12.

 

Outro lado

Ao , a defesa do menor alegou que os laudos expostos 'indevidamente na imprensa' apenas atestam que ele não estava no local do fato. "Que não havia sequer munição na câmera e que as conversas com o irmão que não foram restauradas do dia 14 de junho não dizem respeito a cena do crime, pois sequer se encontrava no local", diz trecho da nota encaminhada.

 

Além disso, a defesa argumenta que as conversas apagadas no dia 14 aconteceu com base na repercussão por meio das redes sociais. No print de uma conversa com a namorada, o menor questiona às 22h14, do dia 12 de julho, se alguma coisa aconteceu. "Oiii amor, aconteceu algo mesmo?" diz ele. 

 

 

Nota de esclarecimento  

 

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) esclarece que, ao contrário do que vem sendo veiculado pela mídia, não foi requisitada à instituição a realização de perícia nos celulares de suspeitos envolvidos na morte da adolescente Isabele Guimarães Ramos. As referidas mensagens divulgadas foram extraídas de um relatório de análise feito pela Polícia Judiciária Civil.

 

A Gerência de Perícias de Computação Forense realizou, apenas, a extração das imagens do circuito interno de segurança. As imagens extraídas nas câmeras de segurança também estão sendo analisadas pela Gerência de Perícias em Áudio e Video da Politec.

 

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