ASSALTO EM 2025 16.04.2026 | 07h25

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Polícia Civil
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (14), a Operação Passagem Oculta para cumprir 12 ordens judiciais contra integrantes de um grupo criminoso investigado por envolvimento no roubo a uma cooperativa de crédito ocorrido no fim de junho de 2025, em Cuiabá.
As ordens judiciais incluem quatro mandados de prisão preventiva, 4 mandados de busca e apreensão domiciliar, pessoal e veicular itinerante, além de 4 quebras de sigilo de dados. As medidas foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá, e são cumpridas nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande.
As investigações são conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e têm como alvo quatro suspeitos apontados como integrantes da organização criminosa responsável pelo roubo à agência de cooperativa de crédito localizada na Avenida das Torres, na Capital.
Crime
De acordo com a investigação, na madrugada do crime, o grupo invadiu uma residência no bairro Recanto dos Pássaros, que faz divisa estrutural com a agência bancária. Três moradores do imóvel foram mantidos em cárcere privado por aproximadamente quatro horas, sob ameaça de arma de fogo.
O objetivo dos criminosos era abrir uma passagem na parede que separava a residência da cooperativa para acessar o cofre e subtrair valores estimados em até R$ 1 milhão.
A ação foi parcialmente frustrada após intervenção da Polícia Militar. Durante o confronto, um dos envolvidos morreu e outro foi preso em flagrante. Este último foi posteriormente denunciado e condenado em processo separado.
Investigações
Com o avanço das diligências, a GCCO identificou a participação de outros quatro integrantes da organização criminosa, que atuavam de forma estruturada, com divisão de funções entre execução, logística, transporte e vigilância.
As condutas foram enquadradas como roubo circunstanciado, com agravantes pelo uso de arma de fogo, restrição da liberdade das vítimas e atuação em grupo.
Diante dos elementos reunidos, o delegado responsável pelo caso, Igor Sasaki, representou pelas ordens judiciais, que foram autorizadas pela Justiça.
As prisões preventivas foram decretadas com base nos artigos 312 e 313 do Código de Processo Penal, visando garantir a ordem pública, a instrução criminal e a aplicação da lei penal, considerando a gravidade do crime, o planejamento da ação e a possível reincidência de parte dos investigados.
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