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caso isabele 04.08.2020 | 12h25

Presidente da Federação de Tiro diz que foi chamado por amigo à casa da família Cestari

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Jessica Bachega e Yuri Ramires

redacao@gazetadigital.com.br

Yuri Ramires

Yuri Ramires

O presidente da Federação de Tiro de Mato Grosso, Fernando Raphael Ferreira de Oliveira, informou que chegou a casa do empresário Marcelo Cestari quando o corpo de Isabele Ramos, 14, não estava mais lá. A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) já havia saído e apenas o delegado e Polícia Militar continuavam na cena do crime. Negou que tenha orientado o empresário após o disparo acidental efetuado pela filha e que matou a amiga no dia 12 de julho.


Leia também -Presidente de Federação de tiro é interrogado em delegacia

 

Após depoimento à Delegacia Especializada do Adolescente (DEA), o presidente falou com a imprensa e disse que chegou ao condomínio Alphaville às 00h40. Não houve contato com qualquer familiar da suspeita naquela noite. Ele foi chamado ao endereço por um conhecido de um vizinho de Cestari e compareceu à residência para acompanhar a ocorrência que envolvia atletas da Federação. Cestari e a filha praticam tiro há algum tempo e tinham 7 armas em casa. Duas delas não tinham documento e acarretaram na prisão do empresário.


“Fui informado por outro atleta de tiro, que tem um vizinho que mora dentro do condomínio, que disse, a 00h11, sobre um tiro dentro da casa do Marcelo Cestari. Primeiro quis saber se era uma das filhas dele, porque sabia que tinha uma criança alvejada. No caminho eu soube que foi outra pessoa que estava na casa”, relatou.


O presidente informou que após o ocorrido, Cestari foi afastado da Federação e teve a autorização de porte de arma suspenso. “Ele mesmo pediu para que fosse desligado até a apuração dos fatos. A Federação diz que, em caso de envolvimento em qualquer ilícito, o atleta deve ser suspenso”, explicou o policial.


Na entrevista o presidente reforça que foi ao local somente porque a situação envolvia atletas de tiro. Ele cita o argumento por várias vezes, no entanto, quando questionado sobre a livre circulação de armas na casa do empresário, Oliveira pontua que a Federação é responsável somente pelo que ocorre dentro do espaço de tiro.


“A Federação de tiro, assim como qualquer associação, se limita as ações dentro do stand de tiro. O que qualquer atirador faz fora do ambiente do esporte, com a arma é de inteira responsabilidade dele. Nosso papel como agente fiscalizador é dentro do stand , dentro dos eventos esportivos onde as armas estão. Todas as atribuições legais e investigações é da Polícia Civil de Mato Grosso”, relata.


Na entrevista, o presidente afirma que não houve qualquer auxílio ao empresário, exceto apoio ao atleta de tiro. “Não houve reunião ou qualquer conversa as escuras. Fui saber o que tinha acontecido”, relata.


Sobre um áudio atribuído a ele em que estaria defendendo a família, o policial nega qualquer ação defensiva. O que fez, segundo ele, foi somente para esclarecer perguntas feitas nos grupos de atiradores de todo o Brasil. “Não houve defesa. Não defendo, nem critico ninguém”, garante.


Após o caso, o presidente pontua que falou com Cestari apenas uma vez para tratar o afastamento e em solidariedade pela situação. Fora isso, não houve contato.


Sobre investigação que o Ministério Público Estadual (MPE) conduz contra ele, o policial afirma que ainda não foi notificado.

 

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