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Cuiabá, Quarta-feira 09/09/2026

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ENTREGAVAM PARA FACÇÃO 09.09.2026 | 10h16

Professora e policial penal presos por esquema de celular em presídio são identificados; veja

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Reprodução

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Dois presos na manhã desta quarta-feira (9), durante a operação que desarticula um esquema que facilitava a entrada de celulares e outros objetos ilícitos para presos ligados a uma facção criminosa no Centro de Ressocialização de Várzea Grande, foram identificados como Karoliny Cardoso Viegas, que foi professora contratada da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e Nazil Santos Silva, policial penal efetivo do Estado. 

 

 

Segundo a investigação, Karoliny utilizava o acesso autorizado à unidade prisional para levar clandestinamente celulares e outros itens aos detentos, enquanto Nazil se valia da condição de policial penal para facilitar a entrada dos objetos. O esquema envolvia o pagamento de valores pelos presos ou por familiares e visitantes cadastrados. Conforme a Polícia Civil, o policial penal cobrava entre R$ 7 mil e R$ 10 mil por cada aparelho celular introduzido no presídio.

 

Ao todo, a Justiça autorizou duas prisões preventivas, dois mandados de busca e apreensão, dois bloqueios de contas bancárias e o afastamento das funções públicas dos investigados. As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 de Cuiabá, com base nas investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco).

 

Os dois são investigados pelos crimes de corrupção passiva continuada, facilitação e intermediação da entrada de aparelhos telefônicos em estabelecimento prisional e associação criminosa.

 

Em nota,a Seduc informou que a professora não integra mais a Rede Estadual de Ensino desde 8 de março, quando pediu exoneração do cargo. 

 

Pix levantou suspeitas

As investigações começaram em junho de 2025, após a análise de materiais apreendidos que revelou transferências via Pix destinadas a Karoliny. Os pagamentos teriam sido realizados por reeducandos ou por familiares e visitantes cadastrados na unidade prisional.

 

As informações encontradas durante a apuração coincidiam com uma denúncia sobre a atuação da professora e do policial penal na entrada clandestina de celulares e outros objetos no presídio, mediante o recebimento de vantagens financeiras indevidas.

 

No decorrer das diligências, os investigadores também identificaram movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a atividade funcional dos dois servidores.

 

Segundo a Polícia Civil, Nazil chegou a utilizar a conta bancária da companheira para receber parte dos valores, em uma tentativa de dificultar a identificação e o rastreamento das movimentações financeiras.

 

Acesso ao presídio era usado no esquema

De acordo com as investigações, a função exercida pelos dois servidores era fundamental para o funcionamento do esquema. Karoliny se aproveitava do trânsito autorizado dentro da unidade para transportar os materiais, enquanto Nazil utilizava as prerrogativas do cargo de policial penal para contribuir com a entrada dos objetos.

 

A Polícia Civil aponta que o acesso privilegiado ao ambiente prisional teria sido utilizado pelos investigados justamente para facilitar a atuação de integrantes da organização criminosa.

 

Além das prisões, a Justiça determinou o afastamento cautelar dos dois servidores de suas funções públicas durante o período da investigação.

 

As buscas realizadas nesta quarta-feira têm como objetivo localizar novos elementos que possam auxiliar na identificação de outros envolvidos e esclarecer a extensão do esquema.

 

Também foram determinados bloqueios de ativos financeiros de R$ 14,6 mil em nome de Karoliny e de R$ 25,5 mil em relação a Nazil.

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