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Cuiabá, Quinta-feira 26/03/2026

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OPERAÇÃO SPEAKEASY 26.03.2026 | 12h52

Quadrilha ostentava luxo em SP e Goiás com dinheiro do crime; R$ 200 mi movimentados

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Vithória Sampaio

redacao@gazetadigital.com.br

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Faccionados alvos da Operação Speakeasy lavavam dinheiro e moravam em condomínios de luxo em São Paulo, mesmo sem rendas declaradas. A informação foi repassada pelo delegado da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Cuiabá, Victor Hugo Caetano de Freitas, durante coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira (26).

 

Segundo o policial, os criminosos utilizavam os imóveis em bairros nobres, como Alphaville em Barueri, para ocultar o dinheiro obtido por meio das atividades criminosas cometidas em Cuiabá e Várzea Grande. “São pessoas que não têm profissão, não possuem renda fixa e vivem exclusivamente da lavagem de capitais e de valores oriundos de crimes”, afirmou.

 

A operação foi deflagrada após um ano e meio de investigações iniciadas na delegacia de Campo Verde e aprofundadas pelo Grupo de Combate ao Crime Organizado (GCCO). A polícia identificou que os alvos atuavam na lavagem de dinheiro sob comando direto de líderes da facção, inclusive presos da Penitenciária Central do Estado (PCE). De acordo com o delegado, os criminosos diversificavam a ocultação de patrimônio em diferentes estados, mesmo quando não pertenciam a facções locais.

 

“Ainda que a pessoa esteja residindo em São Paulo, ela pertence à facção que atua em Mato Grosso. Esses investigados expandem a lavagem de dinheiro para grandes centros, justamente para dissimular a atuação criminosa”, explicou.

 

Além de São Paulo, imóveis também foram identificados em Goiânia, reforçando o padrão de ostentação mantido pelos suspeitos. Para movimentar o dinheiro ilícito, o grupo utilizava empresas de fachada e até empresas fantasmas registradas apenas no papel.

 

Leia também - PM aposentado lavava dinheiro de facção criminosa, revela GCCO

 

Entre as identificadas até o momento estão distribuidoras de bebidas, comércio de metais preciosos e venda de aparelhos eletrônicos, todas situadas em Cuiabá e Várzea Grande.

 

“Temos empresas que funcionam como fachada e outras que sequer existem fisicamente. Elas são criadas apenas para movimentar valores e lavar dinheiro para a facção”, destacou o delegado. As investigações apontam que, somente entre os alvos já identificados, foram movimentados mais de R$ 200 milhões.

 

Conforme o delegado, as investigações seguem em andamento e novas fases não estão descartadas. “A gente ainda vai dimensionar outros valores. É uma prática contínua, então o trabalho precisa ser permanente, principalmente atacando o financeiro dessas organizações”, concluiu.

 

Operação 

Os mandados foram cumpridos em Cuiabá, Várzea Grande, Pontes e Lacerda, além de São Paulo e Goiânia. Os 11 alvos foram presos e um está foragido. Entre os investigados está um policial militar aposentado, apontado como um dos responsáveis pela lavagem de dinheiro da organização.  

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