CELULARES APREENDIDOS 09.10.2026 | 11h53

yuri@gazetadigital.com.br
Reprodução/Chico Ferreira
O delegado Bruno Abreu afirmou que Elias Samuel Delgado da Silva, 26, suspeito de envolvimento no assassinato do professor Breno Antônio Humberto de Moraes, 25, confessou parcialmente os fatos durante depoimento. Segundo a autoridade policial, ele alegou que era chantageado pela vítima, que ameaçava expor fotos e conversas com mulheres à esposa dele. Porém, o delegado investiga se era uma relação dele com outras mulheres ou uma relação homoafetiva entre os dois.
Conforme Abreu, em entrevista ao Cadeia Neles, além de Elias, um amigo da cavalgada também estava sendo chantageado por Breno. Esse homem já foi identificado e está sendo procurado. Os dois teriam chegado a um acordo para “dar fim” ao professor. Desde o início da investigação, o delegado afirma que já sabia que o crime tinha essa motivação.
O irmão da vítima, segundo o delegado, já havia relatado que o professor pretendia contar à esposa de Elias sobre as conversas. Apesar das informações levantadas, o delegado ressaltou que ainda é cedo para afirmar se havia algum tipo de relacionamento entre Elias e Breno.
A polícia pretende analisar os celulares apreendidos e ouvir novas testemunhas para esclarecer a natureza da relação entre os envolvidos e confirmar a possível motivação do homicídio. Em depoimento, Elias negou ter ido até o local onde Breno foi morto.
Segundo a versão apresentada por ele, teria parado o carro em uma área de mata, enquanto a vítima chegou ao ponto acompanhada de outro homem, que estava em uma motocicleta. O suspeito alegou que duas pessoas teriam levado o professor até o local e cometido o assassinato.
Bruno Abreu afirmou que Elias demorou a indicar onde o corpo estava e apresentou informações contraditórias durante a investigação. Ainda assim, segundo o delegado, ele acabou levando os policiais até o ponto onde a vítima foi encontrada. O suspeito teria alegado que recebeu uma fotografia com a localização do corpo, enviada por um dos envolvidos.
Na manhã desta sexta-feira (9), a perícia era realizada no corpo do professor para esclarecer a causa da morte. Até então, o resultado ainda não havia sido definido.
O telefone celular da esposa de Elias também foi apreendido e será analisado no decorrer das investigações. O delegado destacou que o caso ainda está em apuração e afirmou que os detalhes sobre a dinâmica do crime e a participação de cada envolvido serão esclarecidos ao fim do inquérito.
O caso
Breno estava desaparecido desde a noite de 26 de setembro, quando saiu de casa, na região da Capela do Piçarrão, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. Câmeras de segurança registraram o momento em que ele subiu na garupa de uma motocicleta, por volta das 20h.
Inicialmente tratado como desaparecimento pelo Núcleo de Pessoas Desaparecidas (NPD), o caso foi transferido para o Cartório de Homicídio Consumado da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), sob responsabilidade do delegado Bruno Abreu.
O corpo de Breno foi localizado na noite desta quinta-feira (8), em uma área de brejo no bairro 13 de Setembro, em Várzea Grande. A localização encerrou os dias de procura da família, mas deu início a uma nova etapa de dor para os familiares e amigos, que agora cobram respostas e justiça pela morte do professor.
Publicidade
Publicidade
Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
Publicidade
Publicidade
O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.