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NOTA DE REPÚDIO 05.02.2020 | 14h36

UFMT admite excluir aluno de medicina acusado de estupro

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Chico Ferreira

Chico Ferreira

A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), junto com a Faculdade de Medicina (FM), se posicionaram nesta tarde de quarta-feira (05) sobre o caso envolvendo um estudante da instituição, acusado de ter dopado e estuprado uma jovem em Cuiabá.

 

Conforme nota de esclarecimento, a UFMT aponta que repudia a violência sexual sofrida pela jovem, decorrente das relações estudantis na instituição.

 

A instituição ainda disse que ele poderá ser passível de expulsão. Além disso, enfatizou que acompanha o caso junto com a Faculdade de Medicina, que está ciente do crime.

 

Leia também -  Estudante de medicina da UFMT é acusado de dopar e estuprar jovem

 

A diretoria da União Estadual dos Estudantes (UEE) também publicou uma nota de apoio em seu perfil no Instagram à vítima. No texto, a diretoria também relata estar acompanhando o caso, além de repudiar atos que reverberem ao machismo.
Ao , a vítima informou que está indo até à Polícia Civil para registrar o caso. O agressor foi procurado, mas deletou as contas em redes sociais.

 

O caso
Estudante de medicina da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) está sendo acusado de dopar e estuprar uma jovem em Cuiabá. A vítima conhecia o suspeito, que teria se aproveitado da situação vulnerável em que ela se encontrava para cometer o ato. Polícia Civil será comunicada do crime na manhã desta quarta-feira (5).

 

Em rede social, a vítima contou que teve uma briga em casa e que estava abalada com a situação. Com isso, saiu de casa e parou em um lugar para carregar o celular.

 

A jovem conta ainda que assim que o agressor chegou, ela estava chorando muito e nervosa, entrou no carro dele. “Ele me deu um remédio e disse que era para eu me acalmar. Eu disse que iria tomar quando estivesse na casa da minha amiga e ele insistiu, disse que demorava para fazer efeito e eu tomei, fiquei meio grogue (e não demorou para fazer efeito igual ele disse”.

 

No dia seguinte, quando acordou na casa de um amigo, foi tomar banho e achou uma camisinha e maconha dentro da vagina. “Tiveram outros detalhes que eu prefiro não falar e resumindo, foi isso. Fui violentada quando estava psicologicamente e fisicamente vulnerável”.

 

Veja as notas na íntegra

 

ESTUPRO é CRIME e a culpa NUNCA é da vitima!

A diretoria da União Estadual dos Estudantes, vem, por meio desta nota, repudiar o ato de violência sexual sofrida pela estudante Angelica em Cuiabá, sob o contexto e decorrente das relações estudantis na Universidade Federal do Estado de Mato Grosso.

 

De antemão, repudiamos qualquer ato que reverbere o machismo estrutural na sociedade em que vivemos, dentre outras práticas MISÓGINAS, que resultam em violação, degradação e morte de nossas mulheres, e prestamos toda nossa aolidariedade e acolhimento à Angelica.

A mesma acusa um estudante de medicina da UFMT pela violência sofrida.
Informamos que entramos em contato com a UFMT e a Faculdade de Medicina, ambos ja se posicionaram sobre o caso.
Destacamos que aguardamos pelo cumprimento do papel da justiça e das investigações para elucidação dos fatos.

 

A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e a Faculdade de Medicina (FM) informam que acompanham o caso e aguardam as investigações dos órgãos de segurança, em respeito à legislação vigente no país.

 

A Instituição assevera que o comportamento citado na denúncia é inaceitável e incompatível com a postura esperada de seus alunos e comunidade como um todo.

 

De acordo com o regimento de disciplina do corpo discente da UFMT, a prática de atos incompatíveis com a vida universitária e a condenação criminal definitiva por crime incompatível com a vida universitária são hipóteses passíveis de exclusão da Instituição.

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