Operação Mamom 15.04.2026 | 17h47

redacao@gazetadigital.com.br
PJC
A Polícia Civil de Mato Grosso obteve decisão favorável da Justiça para que os valores de aluguéis de imóveis sequestrados durante a Operação Mamom, deflagrada em junho de 2025, sejam depositados em conta judicial vinculada ao processo.
A medida foi solicitada pelo delegado André Rigonato, responsável pelo inquérito, com o objetivo de impedir que investigados utilizem recursos considerados provenientes de crimes como tráfico de drogas e lavagem de dinheiro durante o andamento das investigações.
Conforme a decisão, os locatários de imóveis situados em um condomínio fechado em Cuiabá deverão realizar os pagamentos mensais diretamente em conta judicial após serem intimados. O entendimento é de que a indisponibilidade não atinge apenas os bens, mas também os rendimentos gerados por eles, como os aluguéis.
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O despacho destaca que a medida visa preservar os chamados “frutos civis” dos imóveis, evitando a dissipação de valores possivelmente ligados às atividades criminosas investigadas.
Deflagrada em junho do ano passado pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), a Operação Mamom teve como foco desarticular uma facção criminosa envolvida com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e associação para o tráfico, em Cuiabá. Na ocasião, foram cumpridas 14 ordens judiciais, incluindo mandados de busca e apreensão, bloqueio de contas e sequestro de bens.
As investigações apontaram movimentações financeiras expressivas, além de vínculos com traficantes de outros estados. Durante a operação, também foram apreendidos veículos de alto valor, arma de fogo e entorpecentes escondidos em compartimentos ocultos.
A nova decisão reforça a estratégia de descapitalização do crime organizado, buscando retirar dos investigados os recursos que sustentam as atividades ilícitas e impedir a continuidade das práticas criminosas.
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