FEMINICÍDIO EM LUCAS 06.09.2026 | 18h30

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Reprodução
Um vídeo de câmeras de segurança da casa onde Gleici Keli Geraldo de Souza, de 42 anos, foi assassinada pelo marido, Daniel Bennemann Frasson, em junho de 2025, foi divulgado pelo advogado Rodrigo Pouso Miranda, que representa a família da vítima. As imagens registram momentos vividos pelo casal nos dias que antecederam o crime ocorrido em Lucas do Rio Verde (a 354 km ao Norte).
Gleici foi morta dentro de casa, enquanto dormia. A filha dela, de 7 anos, que estava na cama, também foi atingida pelos golpes e sobreviveu após permanecer 22 dias internada na UTI.
As gravações mostram discussões entre o casal, principalmente relacionadas a dinheiro e bens. Entre os assuntos mencionados estão uma botina, uma antena Starlink e uma dívida de R$ 2,2 mil.
Em um dos momentos registrados, Gleici pede ao marido: “Dani, pelo amor de Deus” e “já chega de trauma”.
Conforme a publicação, dois dias antes do assassinato, Daniel teria dito que mataria Gleici e a filha. Em um print que aparece no vídeo, é possível ver que a vítima recebeu uma mensagem da cunhada, irmã de Daniel, orientando-a a esconder as facas. Segundo o advogado, Daniel teria descoberto o aviso e demonstrado irritação por ter sido informado.
No dia do crime, Daniel aparece nas imagens caminhando pela casa e demonstrando inquietação. Em seguida, ele pega uma faca na cozinha, segue até o quarto e ataca a esposa enquanto ela ainda dormia. Depois, retorna com as mãos e os braços cobertos de sangue. Segundo as informações divulgadas no caso, Gleici foi atingida por cerca de 16 golpes.
Outro ponto destacado pelo advogado é que Daniel tinha uma consulta com um psiquiatra marcada para as 15h do dia 24 de junho, data do crime. Segundo a publicação, ele havia concordado em comparecer à consulta, mas, às 6h55, teria pegado uma faca e atacado Gleici e a filha.
Um laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica de Mato Grosso (Politec-MT) apontou que Daniel poderia ser considerado inimputável, ou seja, sem plena capacidade de compreender o caráter ilícito do próprio ato no momento do crime.
A conclusão é contestada pelo Ministério Público e pela família de Gleici. De acordo com o advogado, a homologação do primeiro laudo foi anulada e uma junta formada por três peritos realizou um novo exame. A decisão sobre a eventual inimputabilidade de Daniel ainda caberá à Justiça.
Disputa pelo patrimônio
O advogado afirma que, após o assassinato, a família de Daniel conseguiu interditá-lo em outra comarca e, posteriormente, em nome dele, apresentou pedido no inventário de Gleici para receber metade dos bens e dos valores provenientes de aluguéis deixados pela vítima.
O advogado utiliza a informação para questionar a versão de que Daniel não teria capacidade de compreender os próprios atos. A eventual incapacidade mental de Daniel, porém, ainda está sob análise judicial e deverá ser definida a partir dos elementos periciais e processuais.
Crime
Gleici foi morta em 24 de junho de 2025, dentro da residência onde morava com Daniel e as duas filhas. Conforme as informações já divulgadas no processo, ela foi atacada enquanto dormia.
A filha de 7 anos também foi atingida e precisou passar 22 dias na UTI. Após deixar o hospital, passou a viver sob os cuidados da irmã mais velha, Caroline Fernandes.
Depois do ataque, Daniel tentou tirar a própria vida. Ele foi socorrido, recebeu atendimento médico e posteriormente transferido para o Centro de Ressocialização de Sorriso, onde permanece preso preventivamente.
A defesa sustenta que o acusado apresentava problemas psiquiátricos e não tinha plena capacidade de compreender o caráter ilícito dos atos no momento do crime.
Agora, com a realização de um novo exame por três peritos, caberá à Justiça avaliar os elementos e decidir sobre a condição mental de Daniel e o prosseguimento do processo.
Veja vídeo:
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