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CONVERSA online com menino 10.06.2026 | 12h00

Vídeo - Tio de criança contesta motivação de feminicídio; 'é analfabeto'

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Reprodução

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Tio materno de Olga Beatriz Santos da Silva, 12, morta enforcada pelo pai em Várzea Grande, contestou a versão de que o crime aconteceu após ele descobrir uma conversa dela com um garoto nas redes sociais. Segundo ele, Claudinei da Silva, 42, seria analfabeto. 

 

"Ele falou que pegou conversa da minha sobrinha com rapaz, mentira. Primeiramente, ele não sabe nem ler e nem escrever direito. Ele é analfabeto. Ela teve um celular que o pai deu, mas eles tomaram", disse o homem em entrevista ao programa Cadeia Neles, exibido nesta quarta-feira (10). 

 

Até o momento, a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) não confirmou se, de fato, essa conversa existe. A investigação segue em andamento e Claudinei teve a prisão em flagrante convertida em preventiva pela Justiça. 

 

Crime

O crime aconteceu na noite de domingo (7), em Várzea Grande. O delegado da DHPP, Nilson Farias, autuou Claudinei por 

feminicídio com agravante pelo fato de a vítima ser menor de 14 anos. Segundo o preso, eles passaram o domingo em uma confraternização familiar em um clube, onde comemoravam o aniversário do avô da menina.

 

Ele consumiu bebida alcoólica durante o evento e, ao retornar para casa, pegou o celular da filha. Ao acessar o aparelho, encontrou mensagens trocadas entre Olga e um menino por meio do Instagram. Ao repreender a adolescente, os dois iniciaram uma discussão. Em depoimento, o suspeito admitiu ter esganado a filha durante o desentendimento.

 

Segundo o delegado, o enforcamento foi tão intenso que causou o rompimento de vasos sanguíneos da menina, provocando sangramento nasal. Após as agressões, Claudinei deixou a residência sem prestar qualquer tipo de assistência.

 

"Quando ele percebeu a gravidade da situação e viu o sangue, ainda havia a possibilidade de acionar socorro. Em vez disso, ele fugiu. Pensou na própria integridade, mas não na vida da filha", afirmou Nilson Farias.

 

Durante os trabalhos periciais na casa localizada no bairro Serra Dourada, em Várzea Grande, foram encontradas manchas de sangue no quarto onde a adolescente foi localizada e também em uma bermuda pertencente ao suspeito.

 

A mãe da vítima encontrou Olga caída no chão de um dos cômodos da residência e a levou até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Verdão, em Cuiabá. No entanto, a adolescente já chegou à unidade sem sinais vitais.

 

O delegado destacou que a autuação foi realizada por feminicídio, e não por lesão corporal seguida de morte, porque o investigado tinha plena consciência do risco de provocar a morte da filha.

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