nega racha na direita 15.05.2026 | 18h31

laisa@gazetadigital
Dirceu Aurélio-Sejusp / Emanoele Daiane
O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), avalia que o posicionamento de alguns políticos sobre a polêmica envolvendo áudios de Flávio Bolsonaro (PL) ao banqueiro Daniel Vorcaro foi precipitado. Segundo ele, isso seria um "oportunismo" de partidos que buscam lançar seus próprios nomes às eleições.
Ao ser questionado sobre a conduta de alguns parlamentares, como Romeu Zema (Novo), que se posicionaram contra o pré-candidato Flávio Bolsonaro, ele afirmou que vê esse tipo de ação como “natural”.
“A candidatura do Flávio é tempestuosa entre um grupo político aí já há bastante tempo. Esse grupo queria que fossem outros nomes e tentou colocar o Caiado, o Tarcísio, o Ratinho Junior. Porém, quando o Bolsonaro definiu que era o Flávio e o Flávio cresceu na pesquisa, aí eles começaram a se aproximar, buscando a consolidação de um nome porque já estava viabilizado”, argumentou o prefeito.
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Ainda, para ele, agora se trata de uma busca por narrativas próprias. Ato que o chefe do Executivo municipal classificou como “precipitado”.
“Eu acho um equívoco, principalmente vindo de alguns candidatos que a população começou a ter um certo carinho, mas a gente já viu isso no passado. Se é oportunismo, eu não sei. Joyce Hasselmann era o quê? Alexandre Frota era o quê? Tantos outros eram o quê? A gente tem que observar. Às vezes, vai ter alguém que vai estar do seu lado e, na melhor oportunidade, troca de lado e caminha de outra forma”, explica.
Além disso, o político pondera que, se, em algum momento, houver condenação pelas informações contidas no áudio, os demais poderiam se opor.
“Agora, a partir do momento em que há uma acusação infundada e estão tentando criar uma narrativa, antes mesmo de você ouvir o depoimento do cara ou a fala dele, você já vai lá e faz a declaração? Eu acho que foi precipitada essa informação”, pontua, referindo-se a Zema.
Quando perguntado sobre rupturas na direita, Abílio foi categórico: “Eu não vejo a direita quebrada. Eu não vejo ninguém recuando do apoio ao Flávio. O que eu vejo é pessoas que tinham intenção de apoiar o candidato, que se sentiram mais à vontade para manifestar o apoio ao candidato, mas a direita está consolidada”.
Conflito entre PL e NOVO
Após vazamento, Romeu Zema criticou duramente Flávio Bolsonaro, classificando o áudio como "imperdoável" e um "tapa na cara dos brasileiros". O governador mineiro cobrou credibilidade da direita, afirmando que o grupo não pode repetir práticas atribuídas a Lula e ao PT.
A declaração de Zema funcionou como um cálculo eleitoral para atrair a direita descontente, embora tenha gerado divergências dentro do próprio partido Novo. Como reflexo da situação, o PL iniciou um debate sobre suspender alianças estaduais com o Novo, principalmente na região Sul do país. Apesar da tensão, a sigla adotou uma postura cautelosa, sem decisões imediatas ou consenso, enquanto aliados de Flávio defendem a manutenção dos acordos políticos já firmados.
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