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resultado 05.10.2020 | 10h51

'Agora o cidadão começa a ver o dinheiro sendo bem aplicado', afirma governador

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Christiano Antonucci/Secom

Christiano Antonucci/Secom

O governador Mauro Mendes (DEM) afirmou que o trabalho sério e correto realizado desde o início da gestão, em janeiro de 2019, tem surtido resultado e o cidadão já começa a ver o dinheiro público sendo bem aplicado em todas as áreas.

 

O gestor destacou que em pouco mais de um ano e meio, o Estado saiu do caos econômico e agora usufrui de uma condição de equilíbrio fiscal, pagando salários, servidores e fornecedores em dia. E que Mato Grosso se transformou em um verdadeiro canteiro de obras, com centenas de construções, reformas e ampliações em execução na Infraestrutura, Saúde, Educação, Segurança, Desenvolvimento Econômico e outras áreas.

 

Leia também - Mauro Mendes diz que deputados não podem invadir competência do Executivo

 

Governador, o senhor sempre falou que pegou Mato Grosso quebrado e que iria consertar esse Estado. O senhor já tem anunciado que consertou o Estado, como isso foi possível em tão curto espaço de tempo?

Mauro Mendes: Há alguns meses tenho dito isso e, mais do que falar, estamos mostrando os resultados. Pegamos um estado que devia até 11 meses a milhares de fornecedores, com UTIs fechadas por falta de pagamento, viaturas sendo recolhidas por falta de pagamento e o salário do servidor estava atrasado, um verdadeiro caos.

 

Pegamos o Estado com R$ 4 bilhões em restos a pagar e déficits mensais que superavam os R$ 100 milhões. No jargão popular, o Estado basicamente vendia o almoço para pagar a janta, e ainda ficava devendo parte da janta.

 

Trabalhamos muito e todos os setores deram uma parcela de contribuição. E já comecamos a colher os bons resultados, ainda no ano passado. Em 2019, pela primeira vez nos últimos anos, conseguimos fechar as contas no azul, e com superávit. Ou seja, conseguimos aumentar a arrecadação e reduzir gastos. Reduzimos de forma significativa as despesas com pessoal. A Controladoria Geral do Estado auditou as contas e constatou que economizamos mais de R$ 1 bilhão em despesas.

 

Hoje pagamos em dia, com isso, conseguimos contratar com mais facilidade e menor preço. Além disso, já conseguimos voltar com o pagamento do servidor público no dia 30 do mês trabalhado e já pagamos parte do 13º deste ano, com a próxima parcela em dezembro.

 

Rodolfo Perdigão/Secom-MT

Palácio Paiaguás

 

Para se chegar a esse equilíbrio, precisou de uma união de forças entre servidores públicos e Assembleia Legislativa. A legislatura 2015-2019 foi primordial nesse processo?

Mauro Mendes: Os deputados que encerraram o mandato em fevereiro do ano passado foram fundamentais. Tiveram a sensibilidade de compreender as mudanças necessárias para consertar Mato Grosso e aprovaram projetos imprescindíveis enviados pelo Estado, a exemplo da reforma administrativa. Com esse apoio, conseguimos readequar a estrutura do Estado, reduzindo de 24 para 15 secretarias, fazendo os ajustes para extinguir mais de 4 mil cargos.

 

E não tem sido diferente com a atual legislatura. Todos os projetos que temos mandado para melhorar a vida dos mato-grossenses têm sido aprovados. É errado dizer que os deputados estão sendo parceiros do Governo, porque na verdade eles estão sendo parceiros da população, que é para quem nós temos que trabalhar e dar resultado.

 

A LOA que foi entregue à Assembleia Legislativa prevê orçamento recorde para investimentos, algo que não se via em Mato Grosso. Como foi possível sair de um Estado quebrado para um Estado que será recorde em investimentos em 2021?

Mauro Mendes: Sempre digo que ninguém faz nada sozinho. Essa reviravolta na situação de Mato Grosso foi possível graças ao trabalho sério, correto e honesto de toda a nossa equipe, dos nossos servidores e dos nossos parceiros na Assembleia Legislativa. E, claro, do cidadão que paga os impostos e tem o direito de ver esse dinheiro sendo bem administrado e retornado a ele em forma de serviços públicos melhores.

 

Além do esforço para colocar o Estado nos eixos, foi possível já fazer entregas para o cidadão, com melhorias na ponta?

Mauro Mendes: Trabalho sério dá resultado, e o resultado todos nós já estamos começando a perceber. No ano passado nosso esforço foi colocar Mato Grosso de volta aos trilhos. Esse ano, por conta da pandemia, tivemos que focar nosso olhar para proteger a saúde da população e minimizar o impacto econômico na vida das pessoas, especialmente as mais vulneráveis. Só para ter uma ideia, foram criadas 163 novas UTIs na rede estadual, além de outras 137 em parceria com prefeituras, em cerca de seis meses, além de 300 mil testes rápidos e milhares de medicamentos distribuídos aos municípios.

 

Mas isso não impediu que muitas ações continuassem a ser tocadas em ritmo acelerado. Na Infraestrutura, estamos com mais de 1.000 km de asfalto novo em andamento e 1.200 km de restauração, além de 72 pontes de concreto. São dezenas de obras sendo iniciadas e retomadas em todas as regiões de Mato Grosso, algumas aguardadas há décadas que só agora estão saindo do papel. Isso somente na Infraestrutura.

 

Carlos Celestino/SES-MT

Hospital Estadual Santa Casa

 

Na Saúde, reinauguramos e ampliamos a Santa Casa, que hoje é o Hospital Estadual Santa Casa. Ampliamos e modernizamos o Hospital Metropolitano em Várzea Grande, com 210 novos leitos. Construímos um bloco novo com mais 30 leitos, sendo 10 de UTI, no Hospital Regional de Cáceres. Estrutura totalmente moderna. Também estamos modernizando e reformando os hospitais regionais de Sorriso, Sinop e Rondonópolis. Vamos fazer uma reforma radical no Hospital de Barra do Bugres.

 

Estamos com as licitações praticamente finalizadas para retomar as obras do Hospital Universitário e do Hospital Central. Há 35 anos que o Hospital Central está abandonado, nos arredores do Centro Político, debaixo do nariz de todos, e ninguém fez nada. Mas já estamos com o processo em andamento e muito em breve poderemos dar ordem de serviço.

 

Na Educação, só nesse ano estamos investindo R$ 150 milhões para melhorar a estrutura escolar. São 161 escolas em obras, algumas estamos fazendo reforma, outras sendo ampliadas, novas escolas sendo construídas e climatizando dezenas de unidades de ensino. Nas viagens ao interior, tenho vistoriado as obras e exigido padrão de ponta, com tudo novinho e feito com bons materiais. Não vamos admitir construção ou reforma meia boca. Nossos professores, servidores e alunos precisam de ambientes adequados. Só assim é possível desenvolver as condições para a melhoria na aprendizagem, que é o nosso grande objetivo.

 

São obras que não param, porque pagamos em dia e temos dinheiro em conta. Nenhuma obra que estamos tocando para por falta de pagamento. E só damos ordem de serviço para obras que temos dinheiro já em caixa para concluir.

 

Sem contar as melhorias na Segurança, com obras em muitas unidades prisionais para aumentarmos até 4 mil vagas no sistema penitenciário, assim como ações na Assistência Social e as comandadas pela primeira-dama Virgínia Mendes, e Desenvolvimento Econômico e em todas as áreas do Governo do Estado.

 

Christiano Antonucci - Secom - MT

Mauro Mendes

 

Essa semana o senhor anunciou que a Seduc terá investimento de R$ 550 milhões no próximo ano, mas isso não está na LOA. Como será possível?

Mauro Mendes: Além dos R$ 76 milhões previstos na LOA que encaminhamos à Assembleia, conseguiremos esses R$ 550 milhões por meio de um financiamento bancário. É importante destacar que esse financiamento só foi possibilitado por conta de todo o ajuste fiscal que estamos fazendo. Banco nenhum financia um Estado que não tem capacidade de pagar.

 

Esses valores serão usados para melhorar a estrutura das nossas escolas. Com esse investimento, estaremos antecipando o futuro e levando aos nossos alunos, professores e profissionais da Educação o melhor ambiente de ensino disponível.

Precisamos que todas as escolas estejam suficientemente equipadas com ar-condicionado, com salas de aula com tecnologia, ambientes que estimulem a aprendizagem. E também investir na melhoria das estratégias de ensino, com mais qualificação.

 

Quem percorre o Estado já tem a sensação de que as obras estão acontecendo em todas as regiões. Uma delas, em específico, a Região do Araguaia, ficou conhecida como Vale dos Esquecidos por muitos anos, mas agora tem mais de 500 quilômetros de asfalto sendo feito. Podemos dizer que o Araguaia não deve mais ser chamado de Vale dos Esquecidos?

Mauro Mendes: Esse título de Vale dos Esquecidos, na nossa gestão já ficou para trás. Hoje é o Vale da Prosperidade e o Governo tem investido forte na região. Estamos com 575 km de obras de asfalto e dezenas de pontes sendo construídas.

Nesse pouco mais de um ano e meio, o Araguaia já recebeu entregas importantes do Governo do Estado. Finalizamos mais de 26 km de asfalto na MT-110, no trecho que vai do entroncamento da MT-415, em Novo São Joaquim, até o Rio Noidore e estamos com mais de 50 km em andamento nesse local para interligar Novo São Joaquim a Campinápolis e Nova Xavantina até a BR-158.

Marcos Vergueiro/Secom

Rodovia Estadual

 

 

Concluímos outros 41 km de asfalto na MT-110, no trecho que vai do entroncamento da MT-270/340 em Guiratinga até o entroncamento da MT-260 no município de Tesouro e, mais recentemente, os 67,5 km da MT-020, de Paranatinga a Canarana. Entregamos as pontes da MT-110, sobre o Rio Batovi no município de Tesouro, e sobre o Córrego Onça.

 

Sem contar as obras em andamento e as que ainda estamos licitando. O Vale do Araguaia nunca foi tão prestigiado e, além da infraestrutura, temos a construção da Escola 31 de Março, em Água Boa, investimentos na saúde, com leitos de UTI, e em breve vamos anunciar investimentos em outras áreas também.

 

O senhor tem falado muito em seus pronunciamentos que ainda tem muito mais por vir. O que isso significa?

Mauro Mendes: Tudo isso é só o começo. Estamos com muito gás para fazer muito mais por Mato Grosso. Em 2021, vamos executar o maior programa de investimentos com recursos próprios que Mato Grosso já viu. Serão mais de R$ 2 bilhões somente para investimentos, representando 12% da receita corrente líquida. Isso significa melhorias na Saúde, na Infraestrutura, na Educação, na Segurança, na Assistência Social, no Desenvolvimento Econômico... Esse canteiro de obras também vai trazer milhares de empregos, desenvolvendo os municípios, injetando recursos na economia, gerando renda e progresso. Realmente muito mais está por vir.

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