VÍDEO DIZ O CONTRÁRIO 23.10.2026 | 12h13

redacao@gazetadigital.com.br
Fred Moraes/ GD
Após ser processado pela Associação dos Docentes da Universidade do Estado de Mato Grosso (Adunemat) com pedido de indenização de R$ 100 mil por associar estudantes e professores das universidades públicas a usuários de drogas, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), tentou refazer suas críticas, alegando que não generalizou em seus ataques.
Segundo ele, a carapuça serviu para os autores da ação civil pública, já que ele se dirigiu apenas aos professores e estudantes usuários de drogas.
“Eu disse: ‘Aos professores que usam drogas, aos estudantes que usam drogas, aos estudantes das universidades estaduais que usam drogas, aos professores das universidades estaduais que usam drogas’, esses saem à rua para pedir voto para o PT e pro Lula. Se o cara não usa droga, se o cara é estudante da universidade estadual, federal e não usa droga, se o cara é professor da universidade estadual e federal e não usa droga, tá se doendo por quê? Não é contigo, pô”, justificou nesta sexta-feira (23).
Apesar da declaração, vídeos gravados e publicados pelo
desmentem a justificativa do prefeito, já que, durante o evento da Casa 22, ele ironizou os professores e estudantes, pedindo que eles saíssem às ruas com ‘seus baseados’. “Quero pedir aos estudantes da Universidade Pública do Estado de Mato Grosso, UNEMAT, seja UFMT, estudantes e professores... saiam às ruas, peçam voto para o Lula, com seu baseado, com suas drogas, com a maconha, com a cocaína, e camisa do Che Guevara”, disse no vídeo publicado.
Agora, após o processo, Abilio tenta negar suas declarações. Ele ainda justificou, afirmando que existem drogas dentro das universidades públicas no Estado, e que, nas administrações anteriores destas instituições de ensino, se admitiu o uso de drogas internamente.
“Falar que não existem drogas dentro da universidade estadual ou federal é mentira, porque as próprias operações da polícia e as próprias investigações já demonstram que teve, e as próprias reitorias já demonstram conhecimento de que tem. A reitora passada, não a reitora atual, deu entrevista, e tem matérias publicadas sobre isso, sobre reclamações de uso de drogas, justificou.
“Agora, o que que a reitoria da Universidade Federal fez? A reitoria da universidade fez que não quer a Polícia Militar entrando dentro da Universidade Federal. A Polícia Militar não pode fazer ronda dentro da Universidade Federal, não pode abordar estudante dentro da Universidade Federal. Ou seja, virou uma ilha de proteção. E se tem alguém que é usuário de droga ou alguém que vende droga dentro da universidade, somente terá a polícia lá a partir de denúncia e investigação. Caso contrário, ele vira uma área livre para consumo e venda de droga, se não tiver uma coerção da própria universidade. A própria universidade tem que agir para combater e a própria universidade tem que acionar a polícia para que possa ser combatido”, completou.
Abilio Brunini tem um histórico de ataques aos estudantes e professores das Universidades Públicas do Estado. Formado por uma universidade particular, Abílio já classificou a UFMT como uma ‘bosta’.
Na ação, a Adunemat afirma que as declarações ultrapassaram os limites da crítica política e atingiram coletivamente os profissionais da educação. A entidade sustenta que Abilio direcionou as falas a uma categoria identificável, sem apresentar fatos concretos que comprovassem as acusações.
A ação também cita declarações posteriores nas quais o prefeito teria sugerido que estudantes poderiam demonstrar apoio político a um candidato para evitar prejuízos acadêmicos causados por professores. A associação afirma que as manifestações fazem parte de uma sequência de ataques à comunidade universitária.
Além da indenização, a Adunemat pede, em caráter de urgência, a remoção das publicações relacionadas ao discurso e à entrevista. A entidade solicita multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento da determinação, caso ela seja concedida pela Justiça.
No pedido principal, a associação requer que os vídeos sejam removidos definitivamente dos perfis mantidos pelo prefeito nas redes sociais. Também pede que Abilio seja condenado ao pagamento de R$ 100 mil, com destinação dos recursos a programas da Unemat voltados à defesa da liberdade acadêmica. Como alternativa, propõe que o valor seja encaminhado a um fundo previsto na legislação.
A entidade argumenta que a divulgação das declarações, inclusive pelo próprio prefeito, ampliou o alcance das falas e os possíveis efeitos sobre a imagem dos docentes. A petição aponta que o vídeo havia sido amplamente compartilhado nas redes sociais e repercutido em veículos de comunicação.
A Adunemat afirma que não pretende impedir críticas às universidades, mas questiona a associação de professores e estudantes a práticas criminosas sem indicação de fatos específicos.
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Elias - 23/10/2026
Pra mim quem não deve não teme. Quem se ofendeu é usuário ou traficante lá dentro. Ficar buscando indenizações em dinheiro pra enriquecimento ilícito de uma instituição que na realidade coibe PM a entrar no recinto e prender drogados é prática de quem realmente é a favor e ainda busca indenizações por parte da justiça. Gostaria muito que essa faculdade fosse assim aqui em Goiânia pois a ROTAM aqui não alisa ou tem bandidos de estimação. Aqui a ROTAM entra armada, prende os drogados e quem achar ruim vai junto no camburão. Seja ele aluno, professor e até reitor. A universidade não é um estado separado dentro da cidade onde tudo é permitido
1 comentários