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Política de MT - A | + A

'Marco histórico' 30.07.2020 | 10h15

Chefe do Ministério Público sai em defesa da Lava Jato após declaração de Aras

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João Vieira

João Vieira

O procurador-geral de Justiça de Mato Grosso, José Antônio Borges, saiu em defesa da Operação Lava Jato, após a repercussão das críticas feitas pelo procurador-geral da República (PGR), Augusto Aras, na terça-feira (28).

 

"A Lava Jato continua sendo um marco histórico no nosso sistema de justiça atingindo a espinha dorsal do chamado presidencialismo de coalizão multipartidário distorcido para garantir o poder pela corrupção e não pelo consenso nacional dos interesses do Estado Brasileiro", disse Borges.  

 

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A declaração ocorre após Aras ter afirmado que era preciso "corrigir rumos" para que o "lavajatismo" passe e seja substituído no Ministério Público (MP) por outro modelo de enfrentamento à criminalidade. Ele ainda afirmou que existe uma cultura de "punitivismo" dentro Ministério Público e que não pode existir “caixa-preta” no MP.  

 

Para o chefe do Ministério Público de Mato Grosso, ninguém é insubstituível e as instituições estão acima dos seus ocupantes. "O Ministério Público não deve ser governo e nem oposição, apenas fazer o controle da República".

 

Antônio Borges acredita que o Ministério Público se encontra dentro de um crime e que é possível superá-lo com a implementação de algumas medidas, como o rodízio dos integrantes para evitar a pessoalização em alguns núcleos e forças tarefas dentro do MP.  "Acredito que também seria bom evitar que pessoas ligadas as operações fossem para a política, dessem declarações de natureza política ou ocupassem cargos de indicação política".  

 

O chefe do MP do Estado também defende eleição direta para a Procuradoria-Geral da República, onde toda a classe pudesse votar em um lista tríplice. Atualmente a lista tríplice é realizada informalmente pela Associação dos Procuradores da República, mas a escolha é do presidente da República. A escolha de Aras pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não atendeu à sugestão da lista tríplice, fato que vinha ocorrendo desde o governo Lula (2003-2010).  

 

A crise entre Aras e a força-tarefa da Lava Jato começou quando a PGR buscou ter acesso aos dados sigilosos das investigações da força tarefa.   O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou o compartilhamento de dados, o que gerou revolta dos procuradores da força tarefa.  

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Comentários

GILMAR RODRIGUES DE BRITO - 30/07/2020

parabens mpf o brasil nuncar se teve tanto dinheiro devolvindo ha lava jato e ha melhor coisa que nos brasileiros ja tivemos no brasil e no mundo .em nome de todos dr jose antonio borge ,nao deixa acabar nao com ha lava jato por favor

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