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Operação Cathedra Venalis 21.10.2026 | 12h50

Denúncia anônima levou Rotam a abordar vereadores de Cuiabá; R$ 40 mil encontrados

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Fred Moraes e Pablo Rodrigo

redacao@gazetadigital.com.br

Reprodução

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Atualizada às 14h27 - Uma denúncia anônima recebida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) levou policiais da Ronda Ostensiva Tático Móvel (Rotam) a abordar os vereadores de Cuiabá, Ilde Taques e Alex Rodrigues, ambos do Podemos, durante deslocamento do Distrito da Guia para Cuiabá. Na ocasião, foram encontrados cerca de R$ 40 mil em dinheiro vivo dentro de uma mochila no veículo em que estavam os parlamentares, um Volkswagen T-Cross preto. O vereador Alex Rodrigues negou que tenha sido alvo de mandado judicial e de qualquer apreensão. Ele também nega envolvimento em irregularidades investigadas


O episódio passou a integrar parte do contexto das investigações que resultaram na Operação Cathedra Venalis, deflagrada nesta terça-feira (20).


Conforme relatório de inteligência elaborado pelo Gaeco, ao qual o teve acesso, a denúncia apontava que indivíduos supostamente ligados a uma organização criminosa poderiam estar transportando valores em espécie. Diante das informações, o órgão solicitou apoio à Rotam para localizar e abordar o veículo indicado.


Durante a abordagem, os ocupantes desembarcaram espontaneamente e se identificaram verbalmente como vereadores da Capital. Os policiais realizaram buscas pessoais e no veículo, além de consultas aos sistemas disponíveis. Na mochila, foi localizada a quantia aproximada de R$ 40 mil em espécie.


Segundo o relato do comandante da equipe, Ilde Taques assumiu a propriedade do dinheiro e afirmou que o valor era proveniente de um empréstimo entre particulares, destinado ao custeio de uma reforma. Ele não detalhou qual seria a obra. O vereador também declarou possuir uma nota promissória referente à quantia.


O dinheiro foi contado no local e fotografado pelos policiais. As informações foram repassadas ao Gaeco, que deu continuidade à análise dos fatos. Apesar da localização dos valores, o relatório aponta que não foram mandados de prisão em aberto, ilícitos penais ou outros elementos que justificassem medidas adicionais naquele momento. Os ocupantes foram liberados.

 

A abordagem veio à tona somente na terça-feira (20), durante o cumprimento da Operação Cathedra Venalis, deflagrada pelo Gaeco para investigar suspeitas de corrupção, obtenção de vantagens indevidas e possível atuação de organização criminosa em articulações políticas relacionadas à eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Várzea Grande.


A operação cumpriu 30 mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. Além de Ilde Taques e Alex Rodrigues, a investigação tem como alvos vereadores de Várzea Grande e outros agentes públicos.


Os dois parlamentares de Cuiabá negaram envolvimento em irregularidades. Ilde afirmou que não teve material ilegal apreendido, enquanto Alex declarou que participou de um almoço com políticos de Várzea Grande a convite do vereador Miguel Júnior, conhecido como Miguelzinho, e que não teve participação em eventuais práticas ilegais.

 

Outro lado

O vereador Alex Rodrigues negou envolvimento em atos ilícitos e encaminhou a seguinte nota:

 

O vereador ALEX RODRIGUES vem a público prestar esclarecimentos acerca da operação realizada pelo GAECO-MT nesta terça-feira, 20 de outubro de 2026, ocasião em que foi cumprido mandado judicial de busca e apreensão, incluindo a apreensão de seu aparelho celular. Inicialmente, esclarece que sua presença no encontro realizado em uma chácara, mencionado nas notícias sobre a investigação, ocorreu exclusivamente em razão de um almoço informal com vereadores de Várzea Grande, sem qualquer finalidade de discutir, negociar ou interferir na eleição da Mesa Diretora daquela Câmara Municipal. Alex Rodrigues reafirma que não participou de qualquer negociação ilícita ou irregularidade relacionada aos fatos investigados, ressaltando que sua presença em um encontro informal entre parlamentares não pode ser confundida com envolvimento em eventuais condutas ilícitas de terceiros. Ressalta, ainda, que seu gabinete parlamentar não foi alvo da operação, tampouco houve qualquer medida judicial direcionada ao exercício de seu mandato, que permanece íntegro, independente e pautado pelo compromisso com a população cuiabana. O vereador reafirma que toda a sua conduta pública e privada é pautada pela honestidade, pela legalidade e pelo compromisso com a ética, razão pela qual recebe com absoluta tranquilidade a apreensão de seu aparelho celular, confiante de que a análise de seu conteúdo contribuirá para comprovar a lisura de seu comportamento e a inexistência de participação em qualquer negociação ilícita. Por fim, ressalta seu respeito às instituições e ao trabalho dos órgãos de investigação, colocando-se à inteira disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários, certo de que a apuração dos fatos permitirá o devido esclarecimento de sua conduta. Cuiabá/MT, 20 de outubro de 2026.

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